Análise de economia e sociedade portuguesa (1930-1960): prioridades de 30, alterações pós-II Guerra e migrações.
História A12.º AnoExame NacionalEstado NovoEconomia PortugalDécada de 30Década de 60Planos de FomentoMigraçõesCorporativismo| Níveis | Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina | Descritores do nível de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa | Níveis* 1 | Níveis* 2 | Níveis* 3 |
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| 7 | • Desenvolvimento claro e organizado do tema «Portugal: economia e sociedade da década de 30 à década de 60 do século XX», abordando três dos aspetos a seguir referidos para cada um dos três tópicos de orientação da resposta: Prioridades económico-sociais de Portugal na década de 1930 – intervencionismo do Estado, visando a coordenação superior de toda a vida económica e social e a sujeição dos interesses dos indivíduos e dos grupos sociais ao interesse do Estado (doc. 1); – corporativização das forças produtivas, com vista ao controlo da economia e das relações laborais e à conciliação dos interesses dos indivíduos e dos grupos sociais (doc. 1); – política económica essencialmente agrícola (docs. 1 e 2) OU campanhas de produção, com especial destaque para a Campanha do Trigo, visando a autarcia (doc. 1) OU valorização da atividade agrícola, o que não impediu a sua baixa produtividade (doc. 2); – defesa da sociedade rural, associada a valores genuinamente portugueses; – política de condicionamento industrial, submetendo toda a iniciativa privada ao controlo do Estado OU bloqueio do desenvolvimento dos sectores secundário e terciário (doc. 2); – preocupação em assegurar o equilíbrio das finanças públicas; – política colonial marcada pela imposição de princípios de desigualdade económico-social, baseados na exploração de produtos primários e no bloqueio do desenvolvimento industrial; – lançamento de um vasto programa de obras públicas, abrangendo quase todas as áreas, para dotar o país de algumas infraestruturas OU para combater o desemprego OU como forma de propaganda do regime. Alterações da política económica interna e externa do Estado Novo após a Segunda Guerra Mundial – adoção de práticas de planeamento económico através dos Planos de Fomento (docs. 3 e 4) OU estímulo ao planeamento económico pela adesão à OECE OU pela aceitação das verbas do Plano Marshall; – elaboração de planos de reforma da agricultura, que se revelaram inconsequentes para alterar a estrutura fundiária tradicional e para vencer a estagnação do mundo rural (doc. 2); – defesa do desenvolvimento industrial, desde o I Plano de Fomento, mas de forma lenta e apoiado nas matérias-primas nacionais, na criação de infraestruturas e nas indústrias de base (docs. 3 e 4); – afirmação clara da opção industrializadora, na década de 1960, com o abandono da política de condicionamento industrial OU crescimento dos sectores secundário e terciário (doc. 2); – abandono progressivo, nos anos 60, da ideia de autarcia e integração na economia europeia e mundial OU adesão a organismos internacionais como a EFTA, o FMI, o BIRD e o GATT; – reforço do fomento económico nas colónias, nomeadamente, após o início da guerra colonial, como forma de legitimar a pertença portuguesa OU incentivo à colonização, aos investimentos públicos e privados e à abertura ao capital estrangeiro; – defesa da ideia de coesão entre a metrópole e as colónias (docs. 3 e 4), que conduzirá à criação do Espaço Económico Português (EEP); – aumento significativo dos índices de crescimento económico nas décadas de 1950 e 1960 (doc. 2). Movimentos migratórios da população portuguesa nas décadas de 1950 e 1960 – crescimento demográfico intenso nas décadas de 1930 e de 1940 (docs. 2 e 3), não absorvido pela economia (atraso nos sectores da indústria e da agricultura) nem pela emigração tradicional (Grande Depressão e II Guerra Mundial), seguido de uma desaceleração nas décadas de 1950 e de 1960 (doc. 2); – êxodo rural acentuado: aumento da população nos grandes centros urbanos e industriais do litoral e progressiva desertificação e envelhecimento das regiões do interior; – período de emigração mais intenso da história portuguesa, para a Europa e para outros destinos com níveis de vida superiores; – emigração acentuada por baixos rendimentos e salários OU pela política repressiva do regime OU pelo recrutamento compulsivo para a guerra colonial; – peso significativo da emigração clandestina, em resultado de muitos entraves legais, pretendendo o Estado prioritariamente o aumento da emigração para as colónias; – adoção, em finais da década de 1960, de uma política menos restritiva do Estado Novo face à emigração OU celebração de acordos entre Portugal e os países de acolhimento relativos aos direitos sociais e às remessas dos emigrantes OU supressão das exigências dos diplomas escolares aos emigrantes; – forte impacto da emigração: perda de mão de obra ativa, importante para o desenvolvimento do país OU importância para o Estado do volume significativo de remessas enviadas pelos emigrantes OU contributos importantes para a alteração das mentalidades e das paisagens. • Integração, de forma oportuna e sistemática, dos quatro documentos. • Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina. | 45 | 48 | 50 | |
| 6 | Nível intercalar • Desenvolvimento do tema «Portugal: economia e sociedade da década de 30 à década de 60 do século XX», abordando, por referência ao nível 7: – dois aspetos de cada um dos tópicos (2/2/2); OU – três aspetos de um dos tópicos, dois aspetos de outro dos tópicos e um aspeto do outro tópico (3/2/1); OU – três aspetos de cada um de dois dos tópicos (3/3/0); OU – dois aspetos de cada um de dois dos tópicos e um aspeto do outro tópico (2/2/1); OU – três aspetos de um dos tópicos e dois aspetos de outro dos tópicos (3/2/0); OU – três aspetos de um dos tópicos e um aspeto de cada um dos outros tópicos (3/1/1). • Integração, de forma oportuna, de três documentos. • Utilização adequada da terminologia específica da disciplina. | 38 | 41 | 43 | |
| 5 | Nível intercalar | 31 | 34 | 36 | |
| 4 | Nível intercalar | 24 | 27 | 29 | |
| 3 | • Desenvolvimento do tema «Portugal: economia e sociedade da década de 30 à década de 60 do século XX», abordando, por referência ao nível 7: – um aspeto de cada um dos tópicos (1/1/1); OU – três aspetos de um dos tópicos (3/0/0); OU – dois aspetos de um dos tópicos e um aspeto de outro dos tópicos (2/1/0); OU – um aspeto de cada um de dois dos tópicos (1/1/0); OU – dois aspetos de um dos tópicos (2/0/0). • Integração, de forma oportuna, de dois documentos. • Utilização adequada da terminologia específica da disciplina. | 17 | 20 | 22 | |
| 2 | Nível intercalar | 10 | 13 | 15 | |
| 1 | • Apresentação genérica de aspetos referidos no nível 7. • Incipiente integração de documentos, por referência ao solicitado. • Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina. | 3 | 6 | 8 |
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