Exame História A 12.º Ano 2012: Economia e Sociedade do Estado Novo (30s-60s)

Análise de economia e sociedade portuguesa (1930-1960): prioridades de 30, alterações pós-II Guerra e migrações.

História A12.º AnoExame NacionalEstado NovoEconomia PortugalDécada de 30Década de 60Planos de FomentoMigraçõesCorporativismo
Informações do Exame

Ano Escolar: 12º Ano

Disciplina: História A (623)

Ano: 2012

Fase: 1.ª Fase

Pergunta nº: 3

Exame: Abrir PDF

Critérios de Classificação: Abrir PDF

Pergunta (3)
Desenvolva o seguinte tema:
Portugal:
economia e sociedade da década de 30 à década de 60 do século XX.
A sua resposta deve abordar, pela ordem que entender, três dos aspetos de cada um dos seguintes tópicos de desenvolvimento:

• prioridades económico-sociais de Portugal na década de 1930;
• alterações da política económica interna e externa do Estado Novo após a Segunda Guerra Mundial;
• movimentos migratórios da população portuguesa nas décadas de 1950 e 1960.
Deve integrar na resposta, além dos seus conhecimentos, os dados disponíveis nos documentos de 1 a 4.
Critério de Classificação
NíveisDescritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplinaDescritores do nível de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesaNíveis* 1Níveis* 2Níveis* 3
7• Desenvolvimento claro e organizado do tema «Portugal: economia e sociedade da década de 30 à década de 60 do século XX», abordando três dos aspetos a seguir referidos para cada um dos três tópicos de orientação da resposta:
Prioridades económico-sociais de Portugal na década de 1930
– intervencionismo do Estado, visando a coordenação superior de toda a vida económica e social e a sujeição dos interesses dos indivíduos e dos grupos sociais ao interesse do Estado (doc. 1);
– corporativização das forças produtivas, com vista ao controlo da economia e das relações laborais e à conciliação dos interesses dos indivíduos e dos grupos sociais (doc. 1);
– política económica essencialmente agrícola (docs. 1 e 2) OU campanhas de produção, com especial destaque para a Campanha do Trigo, visando a autarcia (doc. 1) OU valorização da atividade agrícola, o que não impediu a sua baixa produtividade (doc. 2);
– defesa da sociedade rural, associada a valores genuinamente portugueses;
– política de condicionamento industrial, submetendo toda a iniciativa privada ao controlo do Estado OU bloqueio do desenvolvimento dos sectores secundário e terciário (doc. 2);
– preocupação em assegurar o equilíbrio das finanças públicas;
– política colonial marcada pela imposição de princípios de desigualdade económico-social, baseados na exploração de produtos primários e no bloqueio do desenvolvimento industrial;
– lançamento de um vasto programa de obras públicas, abrangendo quase todas as áreas, para dotar o país de algumas infraestruturas OU para combater o desemprego OU como forma de propaganda do regime.
Alterações da política económica interna e externa do Estado Novo após a Segunda Guerra Mundial
– adoção de práticas de planeamento económico através dos Planos de Fomento (docs. 3 e 4) OU estímulo ao planeamento económico pela adesão à OECE OU pela aceitação das verbas do Plano Marshall;
– elaboração de planos de reforma da agricultura, que se revelaram inconsequentes para alterar a estrutura fundiária tradicional e para vencer a estagnação do mundo rural (doc. 2);
– defesa do desenvolvimento industrial, desde o I Plano de Fomento, mas de forma lenta e apoiado nas matérias-primas nacionais, na criação de infraestruturas e nas indústrias de base (docs. 3 e 4);
– afirmação clara da opção industrializadora, na década de 1960, com o abandono da política de condicionamento industrial OU crescimento dos sectores secundário e terciário (doc. 2);
– abandono progressivo, nos anos 60, da ideia de autarcia e integração na economia europeia e mundial OU adesão a organismos internacionais como a EFTA, o FMI, o BIRD e o GATT;
– reforço do fomento económico nas colónias, nomeadamente, após o início da guerra colonial, como forma de legitimar a pertença portuguesa OU incentivo à colonização, aos investimentos públicos e privados e à abertura ao capital estrangeiro;
– defesa da ideia de coesão entre a metrópole e as colónias (docs. 3 e 4), que conduzirá à criação do Espaço Económico Português (EEP);
– aumento significativo dos índices de crescimento económico nas décadas de 1950 e 1960 (doc. 2).
Movimentos migratórios da população portuguesa nas décadas de 1950 e 1960
– crescimento demográfico intenso nas décadas de 1930 e de 1940 (docs. 2 e 3), não absorvido pela economia (atraso nos sectores da indústria e da agricultura) nem pela emigração tradicional (Grande Depressão e II Guerra Mundial), seguido de uma desaceleração nas décadas de 1950 e de 1960 (doc. 2);
– êxodo rural acentuado: aumento da população nos grandes centros urbanos e industriais do litoral e progressiva desertificação e envelhecimento das regiões do interior;
– período de emigração mais intenso da história portuguesa, para a Europa e para outros destinos com níveis de vida superiores;
– emigração acentuada por baixos rendimentos e salários OU pela política repressiva do regime OU pelo recrutamento compulsivo para a guerra colonial;
– peso significativo da emigração clandestina, em resultado de muitos entraves legais, pretendendo o Estado prioritariamente o aumento da emigração para as colónias;
– adoção, em finais da década de 1960, de uma política menos restritiva do Estado Novo face à emigração OU celebração de acordos entre Portugal e os países de acolhimento relativos aos direitos sociais e às remessas dos emigrantes OU supressão das exigências dos diplomas escolares aos emigrantes;
– forte impacto da emigração: perda de mão de obra ativa, importante para o desenvolvimento do país OU importância para o Estado do volume significativo de remessas enviadas pelos emigrantes OU contributos importantes para a alteração das mentalidades e das paisagens.
• Integração, de forma oportuna e sistemática, dos quatro documentos.
• Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina.
454850
6Nível intercalar
• Desenvolvimento do tema «Portugal: economia e sociedade da década de 30 à década de 60 do século XX», abordando, por referência ao nível 7:
– dois aspetos de cada um dos tópicos (2/2/2); OU
– três aspetos de um dos tópicos, dois aspetos de outro dos tópicos e um aspeto do outro tópico (3/2/1); OU
– três aspetos de cada um de dois dos tópicos (3/3/0); OU
– dois aspetos de cada um de dois dos tópicos e um aspeto do outro tópico (2/2/1); OU
– três aspetos de um dos tópicos e dois aspetos de outro dos tópicos (3/2/0); OU
– três aspetos de um dos tópicos e um aspeto de cada um dos outros tópicos (3/1/1).
• Integração, de forma oportuna, de três documentos.
• Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.
384143
5Nível intercalar313436
4Nível intercalar242729
3• Desenvolvimento do tema «Portugal: economia e sociedade da década de 30 à década de 60 do século XX», abordando, por referência ao nível 7:
– um aspeto de cada um dos tópicos (1/1/1); OU
– três aspetos de um dos tópicos (3/0/0); OU
– dois aspetos de um dos tópicos e um aspeto de outro dos tópicos (2/1/0); OU
– um aspeto de cada um de dois dos tópicos (1/1/0); OU
– dois aspetos de um dos tópicos (2/0/0).
• Integração, de forma oportuna, de dois documentos.
• Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.
172022
2Nível intercalar101315
1• Apresentação genérica de aspetos referidos no nível 7.
• Incipiente integração de documentos, por referência ao solicitado.
• Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina.
368
Matéria Associada
História A; Portugal: economia e sociedade da década de 30 à década de 60 do século XX; Prioridades económico-sociais de Portugal na década de 1930; Alterações da política económica interna e externa do Estado Novo após a Segunda Guerra Mundial; Movimentos migratórios da população portuguesa nas décadas de 1950 e 1960
Resumo Pedagógico
Desenvolvimento temático sobre a evolução da economia e sociedade portuguesa entre as décadas de 1930 e 1960, integrando análise de políticas económicas e padrões migratórios.

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