Exame Filosofia 11º Ano (2016): Liberdades Iguais Bastam para a Justiça Social?

Exame Nacional de Filosofia (11º ano, 2016). Questão de argumentação: basta a igualdade de liberdades para uma sociedade ser justa? Justiça distributiva.

FilosofiaExame Nacional11º ano2016Justiça distributivaSociedade justaLiberdades iguaisRawlsNozickArgumentaçãoEnsaio filosóficoProblema da justiça
Informações do Exame

Ano Escolar: 11º Ano

Disciplina: Filosofia (714)

Ano: 2016

Fase: 1.ª Fase

Pergunta nº: 22

Exame: Abrir PDF

Critérios de Classificação: Abrir PDF

Pergunta (22)
Para que uma sociedade seja justa, basta que todos tenham liberdades iguais?
Na sua resposta,
– apresente inequivocamente a sua posição;
– argumente a favor da sua posição.
Critério de Classificação
GRUPO V Item único Cenário de resposta A resposta integra os aspetos seguintes, ou outros igualmente relevantes. Nota – Os aspetos constantes do cenário de resposta apresentado são apenas ilustrativos, não esgotando o espectro de respostas possíveis. Apresentação inequívoca da posição defendida. Justificação da posição defendida: – no caso de o examinando considerar que, para uma sociedade ser justa, basta que todos tenham liberdades iguais: • (sim, ter as mesmas liberdades é suficiente para uma organização justa da sociedade;) • as posições sociais de cada um são justas quando resultam de processos que são, eles próprios, justos (quando resultam do esforço ou da aplicação de capacidades e de talentos individuais, de negócios bem-sucedidos baseados num acordo livre e informado entre as partes envolvidas, ou de heranças legítimas), ainda que se verifiquem desigualdades na distribuição da riqueza ou nas oportunidades disponíveis; • seria injusto forçar as pessoas a abdicarem dos bens que adquiriram por processos justos com a finalidade de beneficiar os mais desfavorecidos (as pessoas com menores recursos económicos); • apesar de, em muitos casos, a pobreza (a escassez de recursos económicos) ou a falta de oportunidades não dependerem de escolhas individuais nem da falta de mérito pessoal, não é justo violar a autonomia de uns, interferindo ilegitimamente na sua vida pessoal, com o objetivo de beneficiar outros, ainda que mais carenciados (não é justo instrumentalizar uns para favorecer outros); – no caso de o examinando considerar que, para uma sociedade ser justa, não basta que todos tenham liberdades iguais: • (não, ter liberdades iguais é fundamental para uma organização justa da sociedade, mas não é suficiente;) • o facto de todos terem, à partida, as liberdades necessárias para alcançar funções e carreiras abertas a todos não implica que, efetivamente, todos tenham iguais oportunidades de as alcançarem; • as expectativas das pessoas que têm as mesmas capacidades e aspirações devem ser idênticas, independentemente da classe social a que pertencem, e isso exige que todos tenham oportunidades iguais; • assim, a igualdade de oportunidades de educação, por exemplo, é fundamental para que os conhecimentos e as qualificações não dependam da classe social e contribui para que pessoas com as mesmas capacidades e aspirações tenham expetactivas idênticas; OU • (não, ter liberdades iguais é fundamental para uma organização justa da sociedade, mas não é suficiente;) • nem a situação social de origem nem os talentos e capacidades naturais (inteligência, criatividade, agilidade, força) resultam de uma escolha pessoal; • ao longo da vida, a situação social de origem e os talentos e capacidades naturais continuam a influenciar o rendimento e a situação social das pessoas, ainda que todas tenham liberdades iguais; • assim, são necessários mecanismos de redistribuição da riqueza, de modo a assegurar que as pessoas mais desfavorecidas são beneficiadas e compensadas pelos efeitos negativos da lotaria natural e social nas suas perspetivas de vida.
Níveis Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina Níveis de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa (1) Níveis de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa (2) Níveis de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa (3) Pontuação
5 Responde à questão, apresentando inequivocamente uma posição. Justifica adequadamente a posição defendida, articulando, com clareza e correção, razões que apoiam a posição defendida ou objeções à posição contrária. Estrutura adequadamente os conteúdos relevantes. 27 29 30 30
NÍVEL INTERCALAR 21 23 24 24
3 Responde à questão, apresentando uma posição. Justifica a posição defendida, referindo, de forma globalmente correta, razões que apoiam a posição defendida ou objeções à posição contrária. Apresenta a resposta com falhas na seleção e na estruturação dos conteúdos relevantes. 15 17 18 18
NÍVEL INTERCALAR 9 11 12 12
1 Responde à questão, apresentando uma posição. Justifica de modo incipiente a posição defendida, referindo, com imprecisões, uma razão que apoia a posição defendida ou uma objeção à posição contrária. Apresenta conteúdos irrelevantes e incorretos, mas que não contradizem os conteúdos relevantes e corretos apresentados. OU Não responde à questão, ou responde à questão, mas justifica-a inadequadamente. Refere corretamente aspetos do problema da justiça distributiva, ou aspetos da teoria da justiça de Rawls, ou aspetos de críticas à teoria da justiça de Rawls. Apresenta conteúdos irrelevantes e incorretos, mas que não contradizem os conteúdos corretos e relevantes apresentados. 3 5 6 6
Matéria Associada
Ação humana e valores; O problema da justiça; Justiça distributiva; Teorias da justiça; Rawls; Libertarismo; Nozick
Resumo Pedagógico
Treina a capacidade de argumentação filosófica, defendendo uma posição sobre se a igualdade de liberdades é suficiente para a justiça social, explorando argumentos de cariz rawlsiano e libertarista (Nozick).

EXPLICAÇÕES

Inscreve-te
aqui  

Inscreve-te aqui

Inscreve-te nas explicações dos Ginásios Da Vinci e prepara-te para conseguires as melhores notas.













Observações

Se quiser adicionar um comentário, escreva-o no campo abaixo:


Aceito os Termos de Privacidade e consinto ser contactado e receber informação dos Ginásios da Educação Da Vinci. (Ler aqui os Termos de Privacidade)


Ginásios da Educação Da Vinci

Os Ginásios da Educação Da Vinci é uma rede franchising de serviços de educação dirigidos, não só a jovens, mas também a adultos. Para além de explicações e apoio escolar, a marca oferece uma vasta gama de outros serviços de caracter educativo e pedagógico, dirigido a todas as idades.

     

Contactos - Master

+351 289 108 105
ginasios@davinci.com.pt
www.ginasiosdavinci.com
Master Office: Largo do Carmo nº51, Faro



Contactos - Unidades
Franchising
Recrutamento
Termos de Privacidade

As unidades franchisadas dos Ginásios da Educação Da Vinci são jurídica e financeiramente independentes.
Livro de Reclamações | Centros de Arbitragem de Conflitos de Consumo