Filosofia 11º Ano: A Origem do Conhecimento - Empirismo de Locke

Resolve este exercício de exame de Filosofia do 11º ano sobre a origem do conhecimento, a partir de um texto de John Locke. Empirismo vs. Racionalismo.

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Informações do Exame

Ano Escolar: 11º Ano

Disciplina: Filosofia (714)

Ano: 2017

Fase: 1.ª Fase

Pergunta nº: 19

Exame: Abrir PDF

Critérios de Classificação: Abrir PDF

Pergunta (19)
Suponhamos então que a mente seja, como se diz, uma folha em branco, sem quaisquer carateres, sem quaisquer ideias.
Como é que a mente recebe as ideias? [.
.
.
] De onde tira todos os materiais da razão e do conhecimento? A isto respondo com uma só palavra:
da EXPERIÊNCIA.
J.
Locke, Ensaio sobre o Entendimento Humano, Vol.
I, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2014, p.
106 (adaptado) Concorda com a posição expressa no texto? Na sua resposta, – identifique e esclareça o problema filosófico a que o texto responde; – apresente inequivocamente a sua posição; – argumente a favor da sua posição.
Critério de Classificação
Cenário de resposta A resposta integra os aspetos seguintes, ou outros igualmente relevantes. Nota - Os aspetos constantes dos cenários de resposta apresentados são apenas ilustrativos, não esgotando o espectro de respostas adequadas possíveis. Identificação e esclarecimento do problema filosófico a que o texto responde: problema da fonte (origem) do conhecimento. o problema consiste em determinar se o conhecimento provém fundamentalmente dos sentidos (é a posteriori) ou antes da razão (é a priori) Apresentação inequívoca da posição defendida. Justificação da posição defendida: No caso de o examinando concordar com a posição expressa no texto e defender que a experiência é a fonte de todo o conhecimento. – se, por exemplo, uma pessoa não dispuser do sentido da visão, não poderá formar impressões da cor dos objetos nem, por consequência, poderá formar as ideias correspondentes; – é a experiência que fornece os materiais mais básicos do conhecimento do mundo, ou impressões (todas as ideias derivam das impressões dos sentidos; por exemplo, a ideia de maçã deriva da impressão de maçã); – por conseguinte, o conhecimento do mundo natural (conhecimento substancial) não é possível sem recurso à experiência (o conhecimento do mundo natural é a posteriori) (a atividade dos sentidos é indispensável ao processo de conhecimento do mundo natural); – é possível obter conhecimento matemático (por exemplo, que três vezes cinco é igual a metade de trinta) ou conhecimento conceptual (por exemplo, que todas as esferas têm superfície curva) sem recurso à experiência (apenas pelo pensamento), isto é, a priori, mas o conhecimento a priori, tratando-se de conhecimento meramente conceptual ou meramente linguístico, não pode ser considerado conhecimento substancial; – o conhecimento científico (com exceção da matemática) depende da observação e da experiência: o teste das teorias depende sempre de dados fornecidos pela experiência (experimentais), e não apenas do raciocínio. No caso de o examinando não concordar com a posição expressa no texto e defender que a experiência não é a fonte de todo o conhecimento. – algum conhecimento do mundo, e não apenas o conhecimento meramente conceptual ou linguístico, é obtido recorrendo exclusivamente ao pensamento, isto é, a priori; – há factos básicos que são conhecidos a priori, não dependendo o conhecimento desses factos das impressões dos sentidos; por exemplo, o conhecimento da nossa existência (o cogito) é um caso de conhecimento a priori que não é meramente conceptual nem linguístico, tratando-se de conhecimento substancial; – o conhecimento matemático, pela certeza que oferece (por ser infalível, tal como o cogito), é o modelo de conhecimento; ora, este conhecimento é a priori; – além da certeza que proporciona, o conhecimento matemático tem aplicação no mundo, como mostram as ciências naturais, que recorrem à matemática para formularem as suas teorias; por ter aplicação no mundo, o conhecimento matemático é substancial; – os sentidos (e a experiência) não podem ser a fonte de todo o conhecimento, porque os sentidos são enganadores; por exemplo, nós sabemos que o Sol é maior do que a Terra, mas os sentidos indicam exatamente o contrário. A classificação final da resposta resulta da soma das pontuações atribuídas em cada um dos parâmetros seguintes. A - Problematização 6 pontos B - Argumentação a favor de uma posição pessoal 12 pontos C - Adequação conceptual e teórica 8 pontos D - Comunicação 4 pontos
ParâmetrosNíveisDescritores de desempenhoPontuação
A Problematização3Identifica e esclarece adequadamente o problema filosófico a que o texto responde.6
2Identifica o problema filosófico a que o texto responde, mas esclarece-o com imprecisões ou de modo implícito.4
1Identifica o problema filosófico a que o texto responde, mas sem o esclarecer. OU Esclarece o problema filosófico a que o texto responde com imprecisões ou de modo implícito, mas sem o identificar.2
B Argumentação a favor de uma posição pessoal3Apresenta inequivocamente a posição defendida. Evidencia um bom domínio das competências argumentativas, articulando adequadamente e com autonomia os argumentos, ou as razões ou os exemplos apresentados. Apresenta com clareza e correção argumentos persuasivos, razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da posição defendida ou contra a posição rival da defendida.12
2Apresenta inequivocamente a posição defendida. Evidencia um domínio satisfatório das competências argumentativas, elencando argumentos, ou razões ou exemplos. Apresenta com imprecisões argumentos persuasivos, ou razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da posição defendida ou contra a posição rival da defendida.8
1Apresenta a posição defendida, ainda que de modo implícito. Evidencia uma intenção argumentativa, mas os argumentos ou as razões apresentados a favor da perspetiva defendida, ou contra a perspetiva rival da defendida, são fracos ou claramente falaciosos, ou os exemplos selecionados são inadequados.4
C Adequação conceptual e teórica3Aplica rigorosa e coerentemente os conceitos relevantes para a discussão do problema da fonte (ou origem) do conhecimento. Mobiliza (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema a que o texto responde, mostrando compreensão sistemática dessa(s) perspetiva(s).8
2Aplica com imprecisões pontuais, mas de modo globalmente adequado, os conceitos relevantes para a discussão do problema da fonte (ou origem) do conhecimento. Mobiliza com imprecisões pontuais (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema a que o texto responde, mostrando compreensão dos aspetos centrais dessa(s) perspetiva(s).5
1Aplica escassamente e com imprecisões conceitos relevantes para a discussão do problema da fonte (ou origem) do conhecimento. Mobiliza com imprecisões (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema a que o texto responde, mostrando uma compreensão rudimentar dessa(s) perspetiva(s).2
D Comunicação3Apresenta um discurso estruturado e fluente. Escreve com sintaxe, ortografia e pontuação globalmente corretas.4
2Apresenta um discurso razoavelmente estruturado. Escreve com sintaxe, ortografia e pontuação globalmente corretas. OU Apresenta um discurso estruturado e fluente. Escreve com incorreções sintáticas, ortográficas ou de pontuação que não afetam a inteligibilidade do discurso.3
1Apresenta um discurso pouco estruturado. Escreve com incorreções sintáticas, ortográficas ou de pontuação que afetam parcialmente a inteligibilidade do discurso.1
30 pontos
Matéria Associada
Epistemologia; O Empirismo de Locke; O Racionalismo de Descartes; A Origem do Conhecimento
Resumo Pedagógico
Analisa um texto de John Locke sobre a origem do conhecimento e argumenta a tua posição sobre se a experiência é a única fonte de todas as ideias.

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