Valores e Intolerância: Subjetivismo, Relativismo e Objetivismo | Filosofia 11º Ano

Resolve este exercício de exame de Filosofia 11º ano (2018) sobre o problema da natureza dos valores e a luta contra a intolerância.

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Informações do Exame

Ano Escolar: 11º Ano

Disciplina: Filosofia (714)

Ano: 2018

Fase: 1.ª Fase

Pergunta nº: 22

Exame: Abrir PDF

Critérios de Classificação: Abrir PDF

Pergunta (22)
Quando argumentamos acerca de valores, a tolerância e o respeito pelas diferenças merecem habitualmente uma atenção especial.
Os subjetivistas são sensíveis à tolerância em relação às preferências individuais; os relativistas, por sua vez, preocupam-se antes com a tolerância em relação a culturas diferentes; e os objetivistas defendem que a tolerância deve ter sempre em conta direitos fundamentais e invioláveis de qualquer ser humano, seja ele qual for.
Que perspetiva acerca dos valores nos oferece as melhores razões contra a intolerância?
Na sua resposta, deve:
– clarificar o problema da natureza dos valores, subjacente à questão apresentada;
– apresentar inequivocamente a posição que defende;
– argumentar a favor da posição que defende.
Critério de Classificação
A resposta integra os aspetos seguintes, ou outros igualmente relevantes. Nota - Os aspetos constantes dos cenários de resposta apresentados são apenas ilustrativos, não esgotando o espectro de respostas adequadas possíveis. Clarificação do problema da natureza dos valores, subjacente à questão apresentada: – o problema consiste em saber se os valores são preferências pessoais, padrões culturais ou critérios objetivos. Apresentação inequívoca da posição defendida. Argumentação a favor da posição defendida: Caso o examinando defenda que o subjetivismo oferece as melhores razões contra a intolerância: – de um ponto de vista subjetivista, os valores nada mais são do que preferências pessoais, ou seja, não existe uma conceção universal de bem; – a intolerância consiste em opor-se a que alguém conduza a sua vida de acordo com as suas preferências/a sua conceção de bem; – um subjetivista contradir-se-ia se fosse intolerante, pois, ao opor-se a que outras pessoas conduzissem as suas vidas de acordo com as suas preferências pessoais, estaria a impor os seus valores/critérios como se fossem os únicos (corretos); – se os valores não fossem meras preferências pessoais, não teríamos boas razões para nos opormos à intolerância, ao contrário do que acontece com a perspetiva relativista (cultural), que permite a intolerância no seio de cada cultura (e apenas rejeita a intolerância entre culturas), e com a perspetiva objetivista, que defende a existência de valores/critérios universais inegociáveis. Caso o examinando defenda que o relativismo (cultural) oferece as melhores razões contra a intolerância: – de um ponto de vista relativista (cultural), os valores são os padrões e costumes geralmente aprovados em cada sociedade ou comunidade, ou seja, a conceção de bem depende de cada cultura (não depende de preferências pessoais nem de critérios objetivos); – a intolerância decorre da convicção de superioridade cultural que algumas sociedades ou comunidades têm acerca dos seus padrões e costumes, verificando-se sempre que uma cultura procura impor os seus valores a outra cultura (OU quando não se aceita a diversidade cultural); – a oposição à intolerância requer que se tenha a perspetiva modesta, própria do relativismo (cultural), de que não há valores melhores nem piores, mas apenas valores aprovados pelas diferentes comunidades, e que se encarem as divergências de valores entre comunidades como normais e inevitáveis; – se as preferências que os indivíduos exprimem são as preferências dominantes numa comunidade, então a proteção dos valores das comunidades, e não a proteção de supostas preferências pessoais, como defendem os subjetivistas, é a defesa adequada contra a intolerância. Caso o examinando defenda que o objetivismo oferece as melhores razões contra a intolerância: – há valores objetivos e, quando os valores são objetivos, o que torna um juízo de valor verdadeiro (ou falso) é independente de preferências individuais ou de contextos culturais (o conhecimento dos valores, que se reflete em juízos de valor verdadeiros e justificados, requer argumentação racional e reflexão imparcial sobre todos os aspetos que sejam considerados relevantes); – a ideia de que há valores objetivos não implica que saibamos inequivocamente quais são esses valores (quais são os juízos de valor verdadeiros), dado que nós podemos estar tão enganados como os outros; – a intolerância ocorre quando, acreditando que não podemos estar enganados e que os nossos juízos de valor são os verdadeiros, os tentamos impor aos outros; – o objetivista opõe-se à intolerância, porque, aceitando modestamente que pode estar enganado, sabe que só através do debate racional e imparcial entre diferentes pessoas ou culturas se pode chegar a juízos de valor satisfatoriamente justificados (o objetivista opõe-se a quaisquer tentativas de condicionamento desse debate decorrentes de se privilegiarem certas preferências pessoais ou certas tradições culturais). A classificação final da resposta resulta da soma das pontuações atribuídas a cada um dos seguintes parâmetros.
ParâmetrosNíveisDescritores de desempenhoPontuação
A
Problematização
2Clarifica adequadamente o problema filosófico subjacente à questão apresentada.3
1Clarifica com imprecisões, ou de modo implícito, o problema filosófico subjacente à questão apresentada.1
B
Argumentação a favor de uma posição pessoal
3Apresenta inequivocamente a perspetiva defendida. Evidencia um bom domínio das competências argumentativas, articulando adequadamente os argumentos ou as razões ou os exemplos apresentados. Apresenta com clareza e correção argumentos persuasivos, razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da perspetiva defendida ou contra perspetivas rivais da defendida.6
2Apresenta inequivocamente a perspetiva defendida. Evidencia um domínio satisfatório das competências argumentativas, elencando argumentos ou razões ou exemplos. Apresenta com imprecisões argumentos persuasivos, razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da perspetiva defendida ou contra perspetivas rivais da defendida.4
1Apresenta a perspetiva defendida, ainda que de modo implícito. Evidencia uma intenção argumentativa, mas os argumentos ou as razões apresentados a favor da perspetiva defendida, ou contra perspetivas rivais da defendida, são fracos ou claramente falaciosos, ou os exemplos selecionados são inadequados.2
C
Adequação conceptual e teórica
2Aplica corretamente os conceitos relevantes para a discussão do problema. Mobiliza (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema apresentado, mostrando compreensão dessa(s) perspetiva(s).4
1Aplica com imprecisões conceitos relevantes para a discussão do problema apresentado. Mobiliza com imprecisões (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema apresentado, mostrando uma compreensão parcial dessa(s) perspetiva(s).2
D
Comunicação
2Apresenta um discurso fluente. Escreve com sintaxe, ortografia e pontuação corretas, podendo apresentar falhas pontuais.3
1Apresenta um discurso pouco fluente. Escreve com incorreções sintáticas, ortográficas ou de pontuação que não afetam a inteligibilidade do discurso.1
Matéria Associada
Axiologia; A natureza dos juízos de valor; Subjetivismo; Relativismo cultural; Objetivismo
Resumo Pedagógico
Neste exercício, vais treinar a tua capacidade de argumentação filosófica ao defender uma perspetiva sobre a natureza dos valores como a melhor resposta à intolerância.

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