3. Tópicos de resposta: • [Ação de nove oficiais do Conselho da Revolução] enquanto no documento 1 perspetiva do «Documento dos Nove» – se justifica o seu surgimento como uma «posição crítica» face à situação do país (OU em relação aos sectores radicais do MFA) OU se procura corrigir o radicalismo revolucionário no sentido «de se clarificarem posições políticas e ideológicas» (OU «terminando com ambiguidades»), no documento 2 - perspetiva do Documento COPCON – critica-se a posição dos oficiais moderados do Conselho da Revolução por não «clarificar a atual conjuntura» (OU por contribuir para um ambiente político de «maior confusão») OU lamenta-se que o «Documento dos Nove» tenha sido elaborado por militares ligados ao «processo revolucionário» (OU que seja um posicionamento inútil dadas «as ambiguidades nele contidas»); • [Problemas económicos do país] enquanto no documento 1 se denunciam os desvios no processo de democratização do país após o 25 de Abril, em resultado dos «avanços do processo revolucionário» OU se reprova a radicalização política do país que contribuiu para a «desagregação muito rápida de algumas formas de organização social e económica», no documento 2 atribui-se a responsabilidade pela crise económica à «desagregação da estrutura capitalista» (OU ao «fecho de fábricas, fuga de divisas, desemprego e pressões políticas sobre a nossa soberania») OU entende-se que a política económica antimonopolista (OU a intervenção do Estado na economia) não foi totalmente eficaz por não ter conseguido «substituir o vazio criado pela desagregação da estrutura capitalista existente»; • [Agitação social] enquanto no documento 1 se demonstra a existência de uma confrontação ideológica na sociedade, em resultado da ação de «uma certa "vanguarda revolucionária"» (OU da ação do «PCP» e da «extrema-esquerda») OU se acusam os sectores revolucionários (OU minoritários OU «parte do proletariado da zona de Lisboa e parte do proletariado alentejano») de tentarem impor mudanças revolucionárias ao «resto do País» (OU de provocarem a agitação por parte do «resto do País, que reage violentamente»), no documento 2 enaltece-se a ação revolucionária do «operariado das cidades e dos campos» e de «largos sectores de empregados de serviços» OU elogia-se o papel das «organizações de classe» na defesa dos interesses dos trabalhadores (OU a luta de classes «contra o aumento do custo de vida») OU denunciam-se os «partidos burgueses» (OU os «partidos à direita do PS, incluindo as cúpulas deste») de quererem «travar e inverter a marcha do processo revolucionário»; • [Modelo de sociedade proposto] enquanto no documento 1 se defende a construção de um modelo de socialismo democrático baseado no «pluralismo político» (OU nas «liberdades» OU nos «direitos e garantias fundamentais») OU se recusa a adoção de uma via marxista-leninista própria da «sociedade socialista do Leste europeu» (OU em que «uma "vanguarda" assente numa base social muito estreita fará a Revolução em nome de todo o povo»), no documento 2 defende-se um socialismo revolucionário para acabar com os «privilégios da alta burguesia e a exploração desenfreada dos trabalhadores» OU recusa-se a democracia burguesa determinada por eleições que só contribuem para «confundir o povo» (OU em que «são os partidos burgueses que têm os meios financeiros para fazer chegar a sua voz a todo o País»); • [Papel político do MFA] enquanto no documento 1 se exige o não envolvimento do MFA na confrontação ideológica entre forças radicais e moderadas, com uma «prática política realmente isenta de toda e qualquer influência dos partidos», no documento 2 reafirma-se a continuação da aliança entre o MFA e as forças revolucionárias OU discorda-se do carácter suprapartidário do MFA (OU da não «demarcação em relação aos partidos de direita» OU da não distinção entre «exploradores» e «explorados»); • [Exercício do poder político] enquanto no documento 1 se considera negativa a existência de múltiplos «centros de poder» causadores de um ambiente político anárquico OU se lamenta a ausência de um poder político firme (OU de uma «unidade de comando» OU de uma democracia representativa), capaz de limitar a ação arbitrária de organismos revolucionários (OU «de uma 5.ª Divisão do EMGFA, de uma Assembleia do MFA, do Conselho da Revolução, do COPCON, de sindicatos»), no documento 2 enaltece-se o exercício do poder popular como conceito revolucionário (OU marxista) que permite aos trabalhadores tomarem «decisões no sentido de resolverem os seus próprios problemas» OU elogia-se o papel revolucionário de organizações populares como os «conselhos de aldeia, de fábricas e de bairros»; • [Enquadramento ideológico] enquanto o documento 1 representa o posicionamento dos sectores moderados da sociedade portuguesa, que desejam o regresso ao espírito democrático do programa do «MFA» (OU que dão voz à vontade da maioria da população expressa nas eleições para a Assembleia Constituinte OU que recusam um modelo de organização coletivista defendido «pelo PCP e pela extrema-esquerda»), o documento 2 representa a posição das forças da esquerda radical empenhadas na realização de profundas transformações na sociedade portuguesa (OU defensoras de «um programa revolucionário» OU que ao longo do PREC foram adquirindo crescente protagonismo no aparelho de Estado). Níveis Descritores de desempenho Pontuação 4 • Compara, de forma completa, as duas perspetivas sobre a situação do país no «Verão Quente de 1975» quanto a dois aspetos em que se opõem. • Integra, de forma pertinente, informação dos documentos, podendo apresentar falhas pontuais. • Utiliza, de forma globalmente adequada, a terminologia específica da disciplina, podendo apresentar imprecisões pontuais. 15 3 • Compara, de forma completa, as duas perspetivas sobre a situação do país no «Verão Quente de 1975» quanto a um aspeto em que se opõem e compara as duas perspetivas, de forma incompleta, quanto a um outro aspeto. • Integra, de forma pertinente, informação dos documentos, podendo apresentar falhas pontuais. • Utiliza, de forma globalmente adequada, a terminologia específica da disciplina, podendo apresentar imprecisões pontuais. 11 2 • Compara, de forma completa, as duas perspetivas sobre a situação do país no «Verão Quente de 1975» quanto a um aspeto em que se opõem OU compara, de forma incompleta, as duas perspetivas sobre a situação do país no «Verão Quente de 1975» quanto a dois aspetos em que se opõem. • Integra, de forma pertinente, informação dos documentos, podendo apresentar falhas pontuais. • Utiliza, de forma globalmente adequada, a terminologia específica da disciplina, podendo apresentar imprecisões pontuais. 7 1 • Compara, de forma incompleta, as duas perspetivas sobre a situação do país no «Verão Quente de 1975» quanto a um aspeto em que se opõem. • Integra, de forma pouco relevante, informação dos documentos. • Utiliza a terminologia específica da disciplina com imprecisões. OU • Identifica apenas aspetos das duas perspetivas sobre a situação do país no «Verão Quente de 1975», mas não estabelece uma comparação explícita, integrando, com falhas, informação dos documentos e utilizando a terminologia específica da disciplina com imprecisões. 3