Filosofia 11º Ano: Valor Moral da Ação - Intenção vs. Consequência (Exame 2019)

Resolve este exercício de exame de Filosofia do 11º ano sobre o valor moral de uma ação, confrontando as perspetivas de Kant e Mill.

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Informações do Exame

Ano Escolar: 11º Ano

Disciplina: Filosofia (714)

Ano: 2019

Fase: 1.ª Fase

Pergunta nº: 1.4

Exame: Abrir PDF

Critérios de Classificação: Abrir PDF

Pergunta (1.4)
Considere o caso seguinte.
A Maria sempre gostou muito de crianças e chegou a pensar em trabalhar como voluntária numa associação de apoio a crianças doentes, mas acabou por concluir que seria muito difícil conciliar esse trabalho com os estudos.
Entretanto, ela soube que o voluntariado era muito valorizado nas entrevistas de emprego.
Por essa razão, decidiu contactar uma conhecida associação de apoio a crianças doentes e conseguiu ser admitida, passando a conciliar o trabalho de voluntariado com os estudos.
Pela sua dedicação e pela sua simpatia, a Maria destacou-se desde o primeiro momento como uma das voluntárias favoritas das crianças e das famílias.
O apoio dado pela Maria às crianças doentes e às suas famílias tem valor moral?
Na sua resposta, deve:
- clarificar o problema filosófico inerente à questão formulada;
- apresentar inequivocamente a sua posição;
- argumentar a favor da sua posição.
Critério de Classificação
A resposta integra os aspetos seguintes, ou outros igualmente relevantes. Clarificação do problema: – consideramos geralmente que os motivos são relevantes para o valor moral das ações, mas também consideramos geralmente que as consequências das ações são relevantes para o seu valor moral; – daí decorre o problema de saber o que determina o valor moral das ações. Apresentação inequívoca da posição defendida. Argumentação a favor da posição defendida: Nota – Os aspetos constantes nos cenários de resposta apresentados são apenas ilustrativos, não esgotando o espectro de respostas adequadas possíveis. No caso de o examinando considerar que a ação descrita não tem valor moral: – os motivos (determinantes) da Maria são o gosto que tem por crianças e o desejo (egoísta) de valorizar o seu currículo; – a ação da Maria não tem como motivo determinante o dever de ajudar os outros quando ajudar os outros está ao nosso alcance; – a ação da Maria é conforme a esse dever / não contraria esse dever, mas não é realizada por dever; OU – a ação da Maria é determinada pela máxima ajuda os outros quando ajudar os outros estiver de acordo com os teus interesses ou servir as tuas conveniências; – a noção de auxílio seria vã se dependesse dos interesses/inclinações egoístas do agente; – a Maria não pode querer que essa máxima se converta numa lei universal OU apoiar crianças doentes para valorizar o currículo seria tratá-las apenas como meros meios, e não como fins. No caso de o examinando considerar que a ação descrita tem valor moral: – a ação da Maria, além do benefício claro e imediato que proporciona às crianças e às suas famílias, ainda poderá beneficiar futuramente a própria Maria; – a ação da Maria contribui para aumentar significativamente o saldo de felicidade / a ação da Maria está de acordo com o princípio da utilidade; – o facto de a sua ação ser determinada pelo seu gosto por crianças e pelo seu desejo de valorizar o seu currículo não retira valor moral à ação, pois os motivos apenas são relevantes para determinar o valor/ carácter do agente (além disso, os motivos da Maria – o amor às crianças e o desejo de valorizar o currículo – são bons).
Parâmetros Níveis Descritores de desempenho Pontuação
A Problematização 2 Clarifica adequadamente o problema filosófico inerente à questão apresentada. 3
1 Clarifica com imprecisões, ou de modo implícito, o problema filosófico inerente à questão apresentada. 1
B Argumentação a favor de uma posição pessoal 3 Apresenta inequivocamente a perspetiva defendida. Evidencia um bom domínio das competências argumentativas: articula adequadamente os argumentos ou as razões ou os exemplos apresentados; apresenta, com clareza e correção, argumentos persuasivos, razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da perspetiva defendida ou contra perspetivas rivais da defendida. 6
2 Apresenta inequivocamente a perspetiva defendida. Evidencia um domínio satisfatório das competências argumentativas: elenca argumentos ou razões ou exemplos; apresenta, com imprecisões, argumentos persuasivos, razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da perspetiva defendida ou contra perspetivas rivais da defendida. 4
1 Apresenta a perspetiva defendida, ainda que de modo implícito. Evidencia uma intenção argumentativa, mas os argumentos ou as razões apresentados a favor da perspetiva defendida, ou contra perspetivas rivais da defendida, são fracos ou claramente falaciosos, ou os exemplos selecionados são inadequados. 2
C Adequação conceptual e teórica 2 Aplica corretamente conceitos relevantes para a discussão do problema. Mobiliza (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema, mostrando compreensão dessa(s) perspetiva(s). 4
1 Aplica com imprecisões conceitos relevantes para a discussão do problema. Mobiliza com imprecisões (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema, mostrando uma compreensão parcial dessa(s) perspetiva(s). 2
D Comunicação 2 Apresenta um discurso fluente. Escreve com sintaxe, ortografia e pontuação corretas, podendo apresentar falhas pontuais. 3
1 Apresenta um discurso pouco fluente. Escreve com incorreções sintáticas, ortográficas ou de pontuação que não afetam a inteligibilidade do discurso. 1
Matéria Associada
A dimensão ético-política; Fundamentação da Moral; Ética Deontológica de Kant; Ética Utilitarista de Mill
Resumo Pedagógico
Neste exercício, vais avaliar o valor moral de uma ação com motivos mistos, aplicando as teorias éticas de Kant e Stuart Mill para defender uma posição.

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