Descartes vs Hume: O Poder da Razão - Filosofia 11º ano

Resolve esta questão do Exame de Filosofia do 11º ano. Compara o racionalismo de Descartes e o empirismo de Hume sobre o conhecimento a priori.

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Informações do Exame

Ano Escolar: 11º Ano

Disciplina: Filosofia (714)

Ano: 2019

Fase: 1.ª Fase

Pergunta nº: 2.3

Exame: Abrir PDF

Critérios de Classificação: Abrir PDF

Pergunta (2.3)
Leia o texto seguinte.
Há uma questão que, na evolução do pensamento filosófico ao longo dos séculos, sempre desempenhou um papel importante:
Que conhecimento pode ser alcançado pelo pensamento puro, independente da perceção sensorial? Existirá um tal conhecimento? [.
.
.
] A estas perguntas [.
.
.
] os filósofos tentaram dar uma resposta, suscitando um quase interminável confronto de opiniões filosóficas.
É patente, no entanto, neste processo [.
.
.
], uma tendência [.
.
.
] que podemos definir como uma crescente desconfiança a respeito da possibilidade de, através do pensamento puro, descobrirmos algo acerca do mundo objetivo.
A.
Einstein, Como Vejo a Ciência, a Religião e o Mundo, Lisboa, Relógio D'Água Editores, 2005, p.
163.
(Texto adaptado)
Será que tanto Descartes como Hume contribuíram para a «crescente desconfiança» referida no texto? Justifique a sua resposta.
Critério de Classificação
A resposta integra os aspetos seguintes, ou outros igualmente relevantes. Indicação de que é falso que ambos tenham contribuído para a desconfiança referida no texto (desconfiança a respeito de haver conhecimento substancial a priori) OU de que apenas Hume contribuiu para a desconfiança referida no texto OU de que Descartes não contribuiu para a desconfiança referida no texto. Justificação: – Hume defendeu que podemos descobrir a priori relações de ideias; todavia, os raciocínios pelos quais descobrimos relações de ideias não permitem conhecer questões de facto (conhecimento substancial); por exemplo, saber a priori que nenhum solteiro é casado não fornece qualquer indicação acerca do estado civil de quem quer que seja, o qual só pode ser conhecido a posteriori/recorrendo à experiência; – Descartes defendeu que «pelo pensamento puro»/de modo «independente da perceção sensorial»/a priori podemos ter conhecimento substancial, e não apenas de relações de ideias; por exemplo, podemos conhecer a priori que existimos enquanto coisas pensantes ou que Deus existe (ou que a extensão é uma propriedade do mundo físico).
Níveis Descritores de desempenho Pontuação
4 Indica corretamente que é falso que tanto Descartes como Hume tenham contribuído para a desconfiança referida no texto. Justifica, de modo completo e preciso, que é falso que tanto Descartes como Hume tenham contribuído para a desconfiança referida no texto. 16
3 Indica corretamente que é falso que tanto Descartes como Hume tenham contribuído para a desconfiança referida no texto. Justifica, de modo completo, mas com imprecisões OU de modo preciso, mas não completo, que é falso que tanto Descartes como Hume tenham contribuído para a desconfiança referida no texto. 12
2 Indica corretamente que é falso que tanto Descartes como Hume tenham contribuído para a desconfiança referida no texto. Justifica, parcialmente e com imprecisões, que é falso que tanto Descartes como Hume tenham contribuído para a desconfiança referida no texto, referindo as perspetivas de Descartes e de Hume «a respeito da possibilidade de, através do pensamento puro, descobrirmos algo acerca do mundo objetivo». OU Indica corretamente que é falso que tanto Descartes como Hume tenham contribuído para a desconfiança referida no texto. Justifica, de modo incompleto, que é falso que tanto Descartes como Hume tenham contribuído para a desconfiança referida no texto, explicitando adequadamente apenas a perspetiva de Descartes ou apenas a perspetiva de Hume «a respeito da possibilidade de, através do pensamento puro, descobrirmos algo acerca do mundo objetivo». 8
1 Indica corretamente que é falso que tanto Descartes como Hume tenham contribuído para a desconfiança referida no texto. Não justifica que é falso que tanto Descartes como Hume tenham contribuído para a desconfiança referida no texto, ou apresenta conteúdos que, embora corretos, não constituem uma justificação do facto de ser falso que tanto Descartes como Hume tenham contribuído para a desconfiança referida no texto. OU Não indica que é falso que tanto Descartes como Hume tenham contribuído para a desconfiança referida no texto, ou indica, incorretamente, que tanto Descartes como Hume contribuíram para a desconfiança referida no texto. Apresenta corretamente conteúdos relevantes para a justificação solicitada (por exemplo, refere que Descartes atribui muita importância ao conhecimento obtido pela razão, ou que Hume defende que o mundo só pode ser conhecido pela experiência). 4
Nota: A mera transcrição do texto ou de excertos do texto implica a atribuição de zero pontos.
Matéria Associada
A teoria do conhecimento; O racionalismo de Descartes; O empirismo de Hume; Conhecimento a priori e a posteriori
Resumo Pedagógico
Neste exercício, vais contrastar a perspetiva racionalista de Descartes com a perspetiva empirista de Hume sobre a possibilidade de conhecer o mundo pela razão.

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