Descartes e a Confiança nos Sentidos | Filosofia 11º ano

Resolve uma pergunta de exame de Filosofia do 11º ano sobre Descartes e as circunstâncias em que se deve ou não confiar nos sentidos.

Descartesconfiança nos sentidosdúvida metódicaintelectomemóriaerroMeditações sobre a Filosofia PrimeiraracionalismoFilosofia 11º anoexame 2019
Informações do Exame

Ano Escolar: 11º Ano

Disciplina: Filosofia (714)

Ano: 2019

Fase: 2.ª Fase

Pergunta nº: IV.1

Exame: Abrir PDF

Critérios de Classificação: Abrir PDF

Pergunta (IV.1)
GRUPO IV
1.
Depois de ter superado o teste da dúvida, Descartes restabelece a confiança nos sentidos.
No texto seguinte, Descartes esclarece em que circunstâncias se justifica confiar nos sentidos.
No que se refere ao bem do corpo, os sentidos indicam muito mais frequentemente a verdade do que a falsidade.
E posso quase sempre utilizar mais do que um sentido para examinar a mesma coisa; e, além disso, posso utilizar tanto a minha memória, que associa as experiências presentes às passadas, como o meu intelecto, que já examinou todas as causas de erro.
Por isso, não devo continuar a temer que seja falso o que os sentidos me dizem habitualmente; pelo contrário, as dúvidas exageradas dos últimos dias devem ser abandonadas como risíveis.
[.
.
.
] E não devo ter sequer a menor dúvida da sua verdade se, depois de apelar a todos os sentidos, assim como à minha memória e ao meu intelecto, para examinar as indicações que receber de qualquer destas fontes, não houver conflito entre elas.
R.
Descartes, Meditações sobre a Filosofia Primeira, Coimbra, Almedina, 1976, pp.
224-225.
(Texto adaptado)
Explique, recorrendo ao texto, em que circunstâncias a informação proveniente dos sentidos não deve ser aceite.
Critério de Classificação
A resposta integra os aspetos seguintes, ou outros igualmente relevantes. Explicação das circunstâncias em que a informação proveniente dos sentidos não deve ser aceite: – Descartes afirma que geralmente não se justifica «temer que seja falso o que os sentidos» indicam; – se «não houver conflito» entre o que os sentidos indicam e o que a memória e o intelecto indicam (nem entre as indicações provenientes dos diferentes sentidos), então a informação proveniente dos sentidos deve ser aceite e não há lugar para «a menor dúvida da sua verdade»; – assim, a informação proveniente dos sentidos só não deve ser aceite quando, depois de examinada pela memória e pelo intelecto (razão), entrar em conflito com as indicações recebidas destas faculdades.
NíveisDescritores de desempenhoPontuação
4Explica, de modo completo e preciso, em que circunstâncias a informação proveniente dos sentidos não deve ser aceite. Mostra boa compreensão do texto.16
3Explica, de modo completo, mas com imprecisões OU de modo preciso, mas não completo, em que circunstâncias a informação proveniente dos sentidos não deve ser aceite. Mostra alguma compreensão do texto.12
2Explica, parcialmente e com imprecisões, em que circunstâncias a informação proveniente dos sentidos não deve ser aceite. Mostra alguma compreensão do texto.8
1Não explica em que circunstâncias a informação proveniente dos sentidos não deve ser aceite, nem mostra compreensão do texto. Apresenta corretamente conteúdos relevantes para a explicação solicitada (por exemplo, refere que, uma vez provada a existência de Deus, se justifica acreditar que as nossas faculdades, desde que prudentemente aplicadas, não são enganadoras). OU Explica corretamente em que circunstâncias a informação proveniente dos sentidos deve ser aceite, mostrando compreensão do texto, em vez de explicar em que circunstâncias a informação proveniente dos sentidos não deve ser aceite.4
Nota – A mera transcrição do texto ou de excertos do texto implica a atribuição de zero pontos.
Matéria Associada
Análise do Conhecimento; Teoria do Conhecimento; Racionalismo; René Descartes; A Confiança nos Sentidos
Resumo Pedagógico
Aprende a explicar as condições de fiabilidade dos sentidos segundo a filosofia de Descartes, com base num excerto das suas 'Meditações'.

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