Livre-Arbítrio vs. Determinismo: Exame de Filosofia 11º Ano (2019)

Resolve a questão do exame de Filosofia (2019, 2ª F.) sobre o problema do livre-arbítrio e se a sensação de liberdade é prova da sua existência.

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Informações do Exame

Ano Escolar: 11º Ano

Disciplina: Filosofia (714)

Ano: 2019

Fase: 2.ª Fase

Pergunta nº: V

Exame: Abrir PDF

Critérios de Classificação: Abrir PDF

Pergunta (V)
GRUPO V
Alguns filósofos defendem que a sensação interior de liberdade se opõe à conceção determinista do universo.
Será que essa sensação é uma razão forte para aceitarmos que o livre-arbítrio existe?
Na sua resposta,
– clarifique o problema do livre-arbítrio;
– apresente inequivocamente a sua posição relativamente à questão proposta;
– argumente a favor da sua posição.
Critério de Classificação
Cenários de resposta. A resposta integra os aspetos seguintes, ou outros igualmente relevantes. Clarificação do problema: – a ciência dá-nos uma conceção determinista do universo (de acordo com a qual todos os acontecimentos são determinados por acontecimentos anteriores e pelas leis da natureza); ao mesmo tempo, frequentemente, sentimos que diferentes cursos de ação estão disponíveis e dependem de uma escolha nossa (ou seja, sentimos que esses cursos de ação não estão determinados) OU a conceção determinista do universo parece ser inconciliável com a ideia de livre-arbítrio; mas a nossa experiência da escolha entre alternativas sugere-nos que temos livre-arbítrio; – saber se temos livre-arbítrio é, então, um enigma/problema. Apresentação inequívoca da posição defendida. Argumentação a favor da posição defendida: Nota – Os aspetos constantes nos cenários de resposta apresentados são apenas ilustrativos, não esgotando o espectro de respostas adequadas possíveis. No caso de o examinando considerar que a sensação interior de liberdade é uma razão forte para aceitarmos que o livre-arbítrio existe – por vezes, escolhemos cursos de ação e sabemos que outros cursos de ação, embora (aparentemente) possíveis, não seriam razoáveis; por exemplo, embora seja (aparentemente) possível sair da sala pela janela, na ausência de uma razão para o fazermos (por exemplo, a porta da sala estar bloqueada, ou haver um incêndio no corredor) acabamos por não o fazer e saímos pela porta; – em casos destes, pode argumentar-se que as nossas escolhas resultam de acontecimentos/factos anteriores (e das leis da natureza), como, por exemplo, a existência das regras sociais, que mandam sair pela porta, e a nossa necessidade de estarmos socialmente integrados; – todavia, também nos encontramos frequentemente perante cursos de ação genuinamente alternativos; por exemplo, se nos dão a escolher entre bolo de cenoura e bolo de laranja, e não temos razões para preferir um ou outro, a escolha parece ser inteiramente nossa, e não determinada; – a experiência direta da escolha genuína (ou a sensação interior de liberdade inerente à experiência direta da escolha genuína) mostra-nos que há cursos de ação que dependem da nossa vontade, e não (apenas) de acontecimentos anteriores (e das leis da natureza), e nenhuma teoria consegue negar este tipo de experiência. No caso de o examinando considerar que a sensação interior de liberdade não é uma razão forte para aceitarmos que o livre-arbítrio existe – é certo que, frequentemente, sentimos que diferentes cursos de ação estão disponíveis e dependem de uma escolha nossa, ou seja, sentimos que esses cursos de ação não estão determinados; – porém, esta sensação, quando submetida a análise, revela-se ilusória; por exemplo, embora possamos sentir (e acreditar) que saímos pela porta, e não pela janela, porque é isso que queremos, a verdade é que «sair pela janela», dadas as regras sociais e a nossa necessidade de nos integrarmos socialmente, não era possível, exceto se outros acontecimentos/factos determinassem a saída pela janela (como a porta da sala estar bloqueada, ou haver um incêndio no corredor); – as nossas escolhas podem ser explicadas precisamente porque temos razões para essas escolhas, e essas razões resultam de processos causais; – mesmo escolhas entre cursos de ação que parecem ser equivalentes (relativamente aos quais não temos uma preferência consciente) podem, afinal, ser causadas por acontecimentos/factos dos quais não estamos conscientes; aliás, os especialistas em marketing, por exemplo, estudam motivações humanas, das quais, muitas vezes, as pessoas não estão conscientes, e usam o conhecimento assim adquirido para controlar o comportamento dos consumidores. A classificação final da resposta resulta da soma das pontuações atribuídas a cada um dos seguintes parâmetros.
  • A - Problematização: 3 pontos
  • B - Argumentação a favor de uma posição pessoal: 6 pontos
  • C - Adequação conceptual e teórica: 4 pontos
  • D - Comunicação: 3 pontos
ParâmetrosNíveisDescritores de desempenhoPontuação
A Problematização2Clarifica adequadamente o problema filosófico apresentado.3
1Clarifica com imprecisões, ou de modo implícito, o problema filosófico apresentado.1
B Argumentação a favor de uma posição pessoal3Apresenta inequivocamente a perspetiva defendida. Evidencia um bom domínio das competências argumentativas:
  • articula adequadamente os argumentos ou as razões ou os exemplos apresentados;
  • apresenta, com clareza e correção, argumentos persuasivos, razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da perspetiva defendida ou contra perspetivas rivais da defendida.
6
2Apresenta inequivocamente a perspetiva defendida. Evidencia um domínio satisfatório das competências argumentativas:
  • elenca argumentos ou razões ou exemplos;
  • apresenta, com imprecisões, argumentos persuasivos, razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da perspetiva defendida ou contra perspetivas rivais da defendida.
4
1Apresenta a perspetiva defendida, ainda que de modo implícito. Evidencia uma intenção argumentativa, mas os argumentos ou as razões apresentados a favor da perspetiva defendida, ou contra a perspetiva rival da defendida, são fracos ou claramente falaciosos, ou os exemplos selecionados são inadequados.2
C Adequação conceptual e teórica2Aplica corretamente conceitos relevantes para a discussão do problema. Mobiliza (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema apresentado, mostrando compreensão dessa(s) perspetiva(s).4
1Aplica com imprecisões conceitos relevantes para a discussão do problema apresentado. Mobiliza com imprecisões (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema apresentado, mostrando uma compreensão parcial dessa(s) perspetiva(s).2
D Comunicação2Apresenta um discurso fluente. Escreve com sintaxe, ortografia e pontuação corretas, podendo apresentar falhas pontuais.3
1Apresenta um discurso pouco fluente. Escreve com incorreções sintáticas, ortográficas ou de pontuação que não afetam a inteligibilidade do discurso.1
Matéria Associada
Ação Humana; O Problema do Livre-Arbítrio; Determinismo; Libertismo
Resumo Pedagógico
Treina a tua capacidade de argumentação filosófica sobre o problema do livre-arbítrio. Clarifica o conflito entre determinismo e liberdade e defende a tua posição.

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