Com o objetivo de investigar os efeitos da acidificação do oceano, decorrente da exposição a níveis elevados de pressão parcial de CO2 (pCO2), na capacidade reprodutiva de um peixe, Gobiusculus flavescens, que habita o PMPLS, foi realizado o estudo que a seguir se descreve.
• Em março, foi feita a recolha dos peixes, que foram imediatamente transportados para o laboratório e transferidos para um tanque de 100 L, com circulação contínua de água do mar, permanecendo nestas condições durante uma semana para recuperarem da captura.
• Posteriormente, os peixes foram transferidos para tanques de 35 L de capacidade, colocando-se um casal reprodutor em cada tanque.
Todos os indivíduos tinham peso e comprimento padrão.
• Todos os casais foram mantidos em condições de temperatura e de salinidade semelhantes às do campo de recolha (≈ 16 °C e 35 PSU¹), com ciclo de luz de 14 horas, e foram alimentados, duas vezes por dia, com um pequeno crustáceo, Artemia nauplii.
• Em nove tanques, os peixes foram submetidos a pCO2 na água de ≈ 600 µatm e pH ≈ 8,05 – tratamento controlo.
• Em outros nove tanques, os peixes foram sujeitos a pCO2 na água de ≈ 2300 µatm e pH ≈ 7,60 - tratamento com pCO2 elevada.
• Os dezoito tanques foram cobertos com tampas de vidro.
Os níveis de oxigénio foram mantidos acima de 90% de saturação, por agitação através de uma bomba de difusão nos tanques.
• Em cada tanque instalou-se um tubo, para servir de abrigo e de local de postura, e uma maternidade para o desenvolvimento das larvas.
• Os peixes foram mantidos nas referidas condições até à época de reprodução, que decorre de abril a julho.
Os resultados são apresentados nos Gráficos I, II, III e IV.
Os tanques foram cobertos com tampas de vidro, de modo a (A) manter estável a temperatura da água.
(B) impedir a libertação de O2 da água para a atmosfera.
(C) limitar as trocas de CO2 da água com a atmosfera.
(D) evitar a diminuição de salinidade da água.