Tópicos de resposta:
• [modelo económico] enquanto no documento 1 teoria mercantilista se defende um modelo
económico mercantilista (OU protecionista), assente na acumulação de metais preciosos (OU na
autossuficiência económica): «a força e a grandeza de um país residem nos seus excedentes em
ouro, prata e todas as outras coisas necessárias ou proveitosas para a sua subsistência» OU «tais
excedentes [...] devem ser alcançados, sem depender de outros ou [...] com a menor dependência
possível de países estrangeiros, poupando o dinheiro do próprio país», no documento 2 - teoria
liberal - defende-se um modelo liberal (OU livre-cambista), assente na promoção da liberdade de
comércio: «cuidou de lhes sugerir os princípios da liberdade de comércio»;
• [política comercial] enquanto no documento 1 se defende a restrição das importações (OU o aumento
das taxas aduaneiras OU alfandegárias), para se obter uma balança comercial favorável: «Não deve
ser permitida a importação [...] de mercadorias das quais haja, entre nós, abastecimento suficiente
e de qualidade satisfatória» OU «devemos aplicar pesadas taxas e impostos sobre a importação de
produtos estrangeiros», no documento 2 defende-se a redução dos bloqueios alfandegários (OU
dos privilégios monopolistas) para promover a liberdade de comércio: «cuidou de lhes sugerir os
princípios da liberdade de comércio, afirmando que é somente através deles que o ministério pode
alcançar esse grande objetivo» OU «diz-lhe que há suficientes leis severas desse género [...] e faz-lhe
ver os inconvenientes das proibições e dos direitos exclusivos»;
• [papel do Estado] enquanto no documento 1 se defende uma política dirigista (OU intervencionista
OU protecionista) do Estado quanto às atividades económicas, assente na concessão de privilégios
(OU de monopólios): «devemos introduzir manufaturas na Áustria, conceder privilégios para esse
fim, fundar companhias» OU «devemos aplicar pesadas taxas e impostos sobre a importação de
produtos estrangeiros», no documento 2 defende-se a diminuição da intervenção estatal na
economia, eliminando as medidas protecionistas: «faz-lhe ver os inconvenientes das proibições e dos
direitos exclusivos» OU «o Governo, ao estabelecer uma proibição, concede, no fundo, a todos os
que usufruem dos monopólios criados pelas proibições o direito de lançar impostos arbitrários sobre
os seus concidadãos»;
• [iniciativa económica] enquanto no documento 1 se defende o Estado como principal agente
económico, promovendo e financiando as manufaturas face ao escasso empreendedorismo privado:
«Onde obter o capital para investir? Estarei talvez correto se responder que tal compete ao Príncipe»
OU «faltarão capitais, porque as pessoas ricas não quererão gastar o dinheiro dos seus cofres, por
falta de confiança», no documento 2 defende-se a importância da livre iniciativa individual, patente
na existência de uma burguesia próspera (OU empreendedora): «os negociantes, que têm, como
sabemos, uma grande influência neste país» OU «os comerciantes das grandes cidades possuíam os
capitais e faziam trabalhar os manufatureiros, a quem forneciam a maior parte dos adiantamentos»
OU «são os manufatureiros que têm os capitais»;
• [relações externas] enquanto no documento 1 se defende a não interdependência dos Estados,
assente na ideia de autarcia: «Quando nos tornarmos mais fortes financeiramente, em resultado
da nossa poupança, não teremos necessidade de alianças e de apoio externo», no documento 2
defende-se que as relações entre os Estados devem assentar nos princípios da liberdade económica
(OU da livre concorrência): «as proibições suscitam da parte das nações estrangeiras proibições
recíprocas» OU «estes princípios são [...] muito cosmopolitas e [...] deverão agradar, certamente,
a todas as outras nações».
| Níveis | Descritores de desempenho | Pontuação |
| 5 | • Compara, de forma completa, as duas teorias económicas existentes na Europa dos séculos XVII e XVIII quanto a dois aspetos em que se distinguem. • Integra, de forma pertinente, informação dos documentos, podendo apresentar falhas pontuais. • Utiliza, de forma globalmente adequada, a terminologia específica da disciplina, podendo apresentar imprecisões pontuais. | 18 |
| 4 | • Compara, de forma completa, as duas teorias económicas existentes na Europa dos séculos XVII e XVIII quanto a um aspeto em que se distinguem e compara as duas teorias, de forma incompleta, quanto a um outro aspeto. • Integra, de forma pertinente, informação dos documentos, podendo apresentar falhas pontuais. • Utiliza, de forma globalmente adequada, a terminologia específica da disciplina, podendo apresentar imprecisões pontuais. | 15 |
| 3 | • Compara, de forma completa, as duas teorias económicas existentes na Europa dos séculos XVII e XVIII quanto a um aspeto em que se distinguem OU compara, de forma incompleta, as duas teorias quanto a dois aspetos em que se distinguem. • Integra, de forma pertinente, informação dos documentos, podendo apresentar falhas pontuais. • Utiliza, de forma globalmente adequada, a terminologia específica da disciplina, podendo apresentar imprecisões pontuais. | 11 |
| 2 | • Compara, de forma incompleta, as duas teorias económicas existentes na Europa dos séculos XVII e XVIII quanto a um aspeto em que se distinguem. • Integra, de forma pertinente, informação dos documentos, podendo apresentar falhas pontuais. • Utiliza, de forma globalmente adequada, a terminologia específica da disciplina, podendo apresentar imprecisões pontuais. | 7 |
| 1 | • Identifica apenas aspetos gerais das duas teorias, independentemente da forma como integra os documentos e utiliza a terminologia específica da disciplina. | 3 |