Tópicos de resposta: • [desenvolvimento económico] enquanto no documento 1 - perspetiva de Mário Soares - se defende que as políticas económicas do Estado Novo comprometem o crescimento do país, provocando vagas maciças de emigração OU acentuando o seu atraso face aos países mais prósperos da Europa Ocidental: «O País esvazia-se de gente, deixando os campos ao abandono e as fábricas com uma carência aguda de mão de obra» OU «cavando-se todos os anos a distância que separa Portugal das nações industrializadas da Europa», no documento 2 - perspetiva de Américo Tomás – defende-se que a política económica do regime, assente no dirigismo OU nos planos de fomento, aumentou a riqueza nacional: «Essa política é a [...] do fomento da riqueza do País» OU «Na sequência da obra empreendida à sombra do planeamento, estamos a atravessar uma fase de vigoroso progresso económico»; • [qualidade de vida] enquanto no documento 1 se defende que as políticas do Estado Novo acentuaram as assimetrias sociais, levando ao aprofundamento da pobreza OU das desigualdades: «as classes trabalhadoras [veem-se] sujeitas a níveis de miséria» OU «Os pobres são cada vez mais pobres, desprotegidos e em maior número», no documento 2 defende-se que essas políticas conduziram a uma melhoria progressiva das condições de vida das populações, aumentando os níveis de prosperidade: «melhoria da repartição dos rendimentos provenientes da produção» OU «É a política da luta contra a miséria, contra a doença e contra a ignorância» OU «A política que busca conseguir habitação decente e iguais oportunidades de educação para todos os portugueses» OU «iremos melhorando, cada vez mais, a forma de viver e a qualidade da vida, numa comunidade nacional próspera e feliz»; • [apoio nacional ao regime] enquanto no documento 1 se defende que o regime não beneficia de apoio popular, dado que só a repressão impede a manifestação clara do descontentamento social: «a juventude em revolta global contra o sistema» OU «A chamada ordem estabelecida não representa o consenso popular, traduzindo tão só a institucionalização da pior violência», no documento 2 defende-se que existe uma expressiva adesão popular às políticas governativas do regime, evidenciada na participação nos atos eleitorais: «O povo português mostrou iniludivelmente a sua fidelidade às instituições vigentes e a sua adesão à política prosseguida pelo Governo»; • [integração internacional do regime] enquanto no documento 1 se defende que Portugal se encontra isolado internacionalmente devido à sua política colonial: «os próprios parceiros e protetores do governo português, no quadro da NATO e da Comunidade Europeia, se tornam [...] abertamente críticos, como se demonstra nas votações da ONU» OU «reflexo do desprestígio e do isolamento do País no mundo», no documento 2 defende-se que Portugal mantém uma diplomacia ativa e colaborante, como o prova a integração em organismos internacionais relevantes: «Continuamos a procurar manter com todos os países relações de pacífica colaboração» OU «participamos na Organização do Tratado do Atlântico» OU «somos membros da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico e da Associação Europeia de Comércio Livre» OU «firmámos há pouco o acordo de comércio com a Comunidade Económica Europeia, apertando os nossos laços com o Mercado Comum». A classificação final da resposta resulta da soma das pontuações atribuídas em cada um dos parâmetros seguintes: A - Identificação e Comparação 12 pontos B - Documentos 4 pontos C - Comunicação 2 pontos
| Parâmetros | Níveis | Descritores de desempenho | Pontuação |
|---|
| A - Identificação e Comparação | 4 | • Compara, de forma completa, as duas perspetivas sobre a situação vivida em Portugal nas vésperas da Revolução de 25 de Abril de 1974, expressas nos documentos 1 e 2, quanto a dois aspetos em que se opõem. | 12 |
| 3 | • Compara, de forma completa, as duas perspetivas quanto a um aspeto em que se opõem e, de forma incompleta, quanto a um outro aspeto. | 9 |
| 2 | • Compara, de forma completa, as duas perspetivas quanto a um aspeto em que se opõem. OU • Compara, de forma incompleta, as duas perspetivas quanto a dois aspetos em que se opõem. | 6 |
| 1 | • Compara, de forma incompleta, as duas perspetivas quanto a um aspeto em que se opõem. OU • Identifica apenas aspetos em que as duas perspetivas se opõem. | 3 |
| B - Documentos | 2 | • Integra excertos relevantes dos dois documentos para fundamentar os dois aspetos em que as duas perspetivas se opõem, podendo apresentar falhas pontuais. | 4 |
| 1 | • Integra excertos relevantes dos dois documentos para fundamentar um dos aspetos em que as duas perspetivas se opõem, podendo apresentar falhas pontuais. OU • Integra, com falhas, excertos relevantes dos dois documentos para fundamentar os dois aspetos em que as duas perspetivas se opõem. | 2 |
| C - Comunicação | 2 | • Utiliza, de forma globalmente adequada, a terminologia específica da disciplina. • Apresenta um discurso globalmente articulado, podendo apresentar falhas que não comprometem a sua clareza. | 2 |
| 1 | • Utiliza a terminologia específica da disciplina com imprecisões. E/OU • Apresenta um discurso com eventuais falhas que comprometem parcialmente a sua clareza. | 1 |
Nota – Qualquer resposta que não atinja o nível 1 de desempenho no parâmetro (A) Conteúdos é classificada com zero pontos nos restantes parâmetros.