Filosofia 11.º Ano 2022: Aposta na Existência de Deus (2.ª Fase)

Análise do dilema de acreditar ou não em Deus sem provas conclusivas, focado na aposta de Pascal e na irresponsabilidade epistémica. Exame de Filosofia 2022.

Filosofia11.º anoExame NacionalDeusAposta de PascalAgnósticoCrençaEvidênciaIrrazoabilidade epistémica
Informações do Exame

Ano Escolar: 11º Ano

Disciplina: Filosofia (714)

Ano: 2022

Fase: 2.ª Fase

Pergunta nº: 17

Exame: Abrir PDF

Critérios de Classificação: Abrir PDF

Pergunta (17)
Suponha que não há provas conclusivas de que Deus existe nem de que não existe.
Seria, ainda assim, uma boa decisão acreditar que Deus existe? Na sua resposta, deve:
clarificar o problema em causa; apresentar inequivocamente a sua posição; argumentar a favor da sua posição.
Critério de Classificação
A resposta integra os aspetos seguintes, ou outros igualmente relevantes. Clarificação do problema: admitindo que as provas a favor da existência de Deus e também a favor da sua inexistência são inconclusivas, reconhecemos que não sabemos se Deus existe; contudo, (apesar da ausência de provas conclusivas,) podemos ainda tentar decidir se é melhor acreditar, ou não acreditar, que Deus existe. Apresentação inequívoca da posição defendida. Justificação da posição defendida - cenários de resposta: No caso de o examinando considerar que, nas condições descritas, pode haver bons motivos para acreditar que Deus existe: quer Deus exista quer não exista, acreditar que Deus existe é a aposta mais vantajosa / é preferível acreditar que Deus existe, tendo em conta as consequências de todas as possibilidades: se eu acreditar que Deus existe e Deus existir, ganho o infinito / ganho a felicidade eterna / ganho o paraíso / salvo-me; se eu acreditar que Deus existe e Deus não existir, nada perco de relevante; se eu não acreditar que Deus existe e Deus não existir, nada ganho de relevante; se eu não acreditar que Deus existe e Deus existir, perco a vida eterna (algo infinito) / deixo-me condenar; tendo em conta que está em jogo a salvação, seria insensato (irrazoável) não acreditar em Deus (apesar de não termos provas da existência de Deus); na ausência de provas, de modo a acreditarmos que Deus existe, temos de estimular a fé, e isso faz-se pela participação nos rituais religiosos. No caso de o examinando considerar que, nas condições descritas, não há bons motivos para acreditar que Deus existe: se não temos provas conclusivas de que Deus existe nem de que não existe, a posição agnóstica é a única (epistémica e moralmente) aceitável; em geral, o grau de convicção decorre da força da prova / do grau de evidência, sendo irracional manter (ou desejar manter) convicções mais fortes do que a prova / do que o grau de evidência disponível; manter crenças irracionais é uma atitude dogmática reprovável / é epistemicamente irresponsável. OU se não conhecemos Deus, também não podemos saber se Deus prefere um crente interesseiro a um descrente sincero (alguém incapaz de acreditar sem razões); além disso, também não sabemos se a maneira apropriada de acreditar em Deus é acreditar sem provas; não é, pois, de excluir que Deus deteste a superstição e condene quem mantém crenças injustificadas. OU a «aposta de Pascal» parece pressupor que a crença pode resultar de uma decisão voluntária nossa; mas nós não decidimos simplesmente acreditar no que acreditamos, sem razões; assim, a crença de que Deus existe também não resulta simplesmente da nossa decisão, tendo de haver algum tipo de razões que nos levem a acreditar. Nota – Os aspetos constantes nos cenários de resposta apresentados são apenas ilustrativos, não esgotando o espectro de respostas adequadas possíveis. A classificação final da resposta resulta da soma das pontuações atribuídas a cada um dos parâmetros seguintes. A - Problematização: 2 pontos, B - Argumentação a favor de uma posição pessoal: 6 pontos, C - Adequação conceptual e teórica: 4 pontos, D - Comunicação: 2 pontos.
ParâmetrosNíveisDescritores de desempenhoPontuação
A Problematização2Clarifica adequadamente o problema filosófico inerente à questão formulada.2
1Clarifica com imprecisões, ou de modo implícito, o problema filosófico inerente à questão formulada.1
B Argumentação a favor de uma posição pessoal3Apresenta inequivocamente a posição defendida. Evidencia domínio das competências argumentativas: • articula adequadamente os argumentos, as razões ou os exemplos apresentados; • apresenta, com clareza e correção, argumentos persuasivos, razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da posição defendida ou contra posições rivais da defendida.6
2Apresenta inequivocamente a posição defendida. Evidencia domínio das competências argumentativas: • elenca os argumentos, as razões ou os exemplos; • apresenta, com imprecisões, argumentos persuasivos, razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da posição defendida ou contra posições rivais da defendida.4
1Apresenta a posição defendida, ainda que de modo implícito. Evidencia uma intenção argumentativa, mas os argumentos ou as razões apresentados a favor da posição defendida, ou contra posições rivais da defendida, são fracos ou claramente falaciosos, ou os exemplos selecionados são inadequados.2
C Adequação conceptual e teórica2Aplica corretamente conceitos relevantes para a discussão do problema. Mobiliza (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema, mostrando compreensão dessa(s) perspetiva(s).4
1Aplica com imprecisões conceitos relevantes para a discussão do problema. Mobiliza com imprecisões (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema, mostrando uma compreensão parcial dos aspetos centrais dessa(s) perspetiva(s).2
D Comunicação2Apresenta um discurso estruturado e fluente. Escreve de forma globalmente correta, podendo apresentar falhas pontuais que não comprometem a clareza da comunicação.2
1Apresenta um discurso com falhas na estruturação ou pouco fluente. Escreve de forma globalmente correta, podendo apresentar falhas pontuais que não comprometem a clareza da comunicação.1
Nota – A resposta é classificada com zero pontos no parâmetro D – Comunicação se não for atingido o nível 1 de desempenho em, pelo menos, um dos outros parâmetros.
Matéria Associada
Filosofia da Religião; Argumentação; Epistemologia
Resumo Pedagógico
Treinar a clarificação de problemas filosóficos e a argumentação sobre a decisão de acreditar ou não em Deus face à ausência de provas, avaliando a Aposta de Pascal.

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