Filosofia 11º Ano | O Conhecimento da Natureza em David Hume

Resolve este exercício de Filosofia do 11º ano sobre o pensamento de Hume acerca do conhecimento da natureza e a distinção entre verdades necessárias e factos.

David Humeconhecimento da naturezaverdades necessáriasverdades contingentesquestões de factorelações de ideiasempirismoepistemologiafilosofia 11º anoexame nacional 2025
Informações do Exame

Ano Escolar: 11º Ano

Disciplina: Filosofia (714)

Ano: 2025

Fase: 2.ª Fase

Pergunta nº: 13

Pergunta (13)
Pensava Hume que o nosso conhecimento da natureza é um conhecimento de verdades necessárias? Justifique a sua resposta.
Na sua justificação, recorra a, pelo menos, um exemplo de conhecimento da natureza.
Critério de Classificação
A resposta integra os aspetos seguintes, ou outros igualmente relevantes. Indicação da posição de Hume acerca do nosso conhecimento da natureza: – o nosso conhecimento da natureza não é um conhecimento de verdades necessárias. Justificação: – Hume considera que o conhecimento é sobre relações de ideias ou é sobre questões de facto, e as verdades sobre relações de ideias são verdades necessárias, enquanto as verdades sobre questões de facto são verdades contingentes; – de acordo com Hume, a diferença entre verdades necessárias (OU verdades sobre relações de ideias) e verdades contingentes (OU verdades sobre questões de facto) está em ser possível negar uma verdade contingente sem que tal negação seja uma contradição (por exemplo, negar a verdade factual, ou empírica, de que no dia 1 de novembro de 1755, na cidade de Lisboa, ocorreu um terramoto seguido de maremoto não é fazer uma afirmação contraditória, pois, apesar de ser verdade que isso aconteceu, isso poderia não ter acontecido OU é possível conceber que isso não tivesse acontecido), ao passo que a negação de uma verdade necessária é uma contradição (por exemplo, negar a verdade conceptual, ou analítica, de que os pentágonos têm cinco ângulos é fazer uma afirmação contraditória, pois o conceito de pentágono inclui o de ter cinco ângulos OU é impossível conceber um pentágono sem cinco ângulos); – sendo o conhecimento da natureza sobre questões de facto, tais como as proposições de que o Sol nascerá amanhã ou de que o pão alimenta, tal conhecimento é apenas de verdades contingentes (e não de verdades necessárias). OU – sabemos que o Sol nascerá amanhã e que o pão alimenta, mas conseguimos conceber que o Sol não nasça amanhã ou que o pão envenene, em vez de alimentar (e não seria impossível que o Sol não nascesse amanhã ou que o pão envenenasse, em vez de alimentar); – a negação destas proposições (de que o Sol nascerá amanhã e de que o pão alimenta) não envolve qualquer contradição e, segundo Hume, é a experiência que nos leva a acreditar que o Sol nascerá amanhã e que o pão alimenta; – de acordo com Hume, proposições deste tipo (cuja negação podemos conceber, ou seja, cuja negação não exprime algo impossível) são verdades contingentes (isto é, verdades factuais ou empíricas), e não verdades necessárias (isto é, verdades conceptuais ou analíticas).
NívelDescritor de desempenhoPontuação
4Indica corretamente a posição de Hume. Justifica, de modo completo e preciso, que o nosso conhecimento da natureza não seja um conhecimento de verdades necessárias, recorrendo a, pelo menos, um exemplo.14
3Indica corretamente a posição de Hume. Justifica, de modo completo, mas com imprecisões OU de modo preciso, mas incompleto, que o nosso conhecimento da natureza não seja um conhecimento de verdades necessárias, recorrendo a, pelo menos, um exemplo. OU Indica corretamente a posição de Hume. Justifica, de modo completo e preciso, mas sem recorrer a um exemplo, que o nosso conhecimento da natureza não seja um conhecimento de verdades necessárias.11
2Indica corretamente a posição de Hume. Justifica, de modo incompleto e com imprecisões, que o nosso conhecimento da natureza não seja um conhecimento de verdades necessárias, recorrendo a, pelo menos, um exemplo. OU Indica corretamente a posição de Hume. Justifica, de modo completo, mas com imprecisões OU de modo preciso, mas incompleto, e sem recorrer a um exemplo, que o nosso conhecimento da natureza não seja um conhecimento de verdades necessárias.8
1Indica corretamente a posição de Hume. Justifica, de modo incompleto e com imprecisões, e sem recorrer a um exemplo, que o nosso conhecimento da natureza não seja um conhecimento de verdades necessárias. OU Apenas refere corretamente aspetos relevantes da posição de Hume em relação ao nosso conhecimento da natureza (por exemplo, caracteriza as questões de facto), sem indicar que o nosso conhecimento da natureza não é um conhecimento de verdades necessárias, ou afirmando, incorretamente, que o nosso conhecimento da natureza é um conhecimento de verdades necessárias.4
Matéria Associada
David Hume; Epistemologia; Relações de Ideias; Questões de Facto; Verdades Necessárias; Verdades Contingentes
Resumo Pedagógico
Neste exercício, vais justificar a posição de David Hume sobre se o conhecimento da natureza se baseia em verdades necessárias ou em verdades contingentes.

EXPLICAÇÕES

Inscreve-te
aqui  

Inscreve-te aqui

Inscreve-te nas explicações dos Ginásios Da Vinci e prepara-te para conseguires as melhores notas.













Observações

Se quiser adicionar um comentário, escreva-o no campo abaixo:


Aceito os Termos de Privacidade e consinto ser contactado e receber informação dos Ginásios da Educação Da Vinci. (Ler aqui os Termos de Privacidade)


Ginásios da Educação Da Vinci

Os Ginásios da Educação Da Vinci é uma rede franchising de serviços de educação dirigidos, não só a jovens, mas também a adultos. Para além de explicações e apoio escolar, a marca oferece uma vasta gama de outros serviços de caracter educativo e pedagógico, dirigido a todas as idades.

     

Contactos - Master

+351 289 108 105
ginasios@davinci.com.pt
www.ginasiosdavinci.com
Master Office: Largo do Carmo nº51, Faro



Contactos - Unidades
Franchising
Recrutamento
Termos de Privacidade

As unidades franchisadas dos Ginásios da Educação Da Vinci são jurídica e financeiramente independentes.
Livro de Reclamações | Centros de Arbitragem de Conflitos de Consumo