A Dúvida Cartesiana e o Conhecimento | Exercício de Filosofia 11º Ano

Avalia se a dúvida metódica de Descartes é um método adequado para fundamentar o conhecimento. Exercício-modelo de exame de Filosofia do 11º ano.

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Informações do Exame

Ano Escolar: 11º Ano

Disciplina: Filosofia (714)

Ano: 2025

Fase: 2.ª Fase

Pergunta nº: 14

Pergunta (14)
Será que a dúvida cartesiana é um método adequado para encontrar um fundamento do conhecimento? Na sua resposta, deve apresentar inequivocamente a sua posição; argumentar a favor da sua posição.
Critério de Classificação
A resposta integra os aspetos seguintes, ou outros igualmente relevantes. Apresentação inequívoca da posição defendida. Justificação da posição defendida – cenários de resposta: No caso de o examinando defender que a dúvida cartesiana é um método adequado para encontrar o fundamento do conhecimento – a dúvida cartesiana tem o propósito de encontrar alguma crença indubitável, que bloqueie os argumentos céticos e que possa servir de fundamento ao conhecimento; – para que uma crença seja indubitável, ela tem de resistir às mais severas tentativas de a pôr em causa (OU derrubar); – os argumentos que Descartes apresenta – das ilusões percetivas, do sonho, do génio maligno (ou deus enganador) -, em conjunto, põem todas as crenças em causa, exceto a de que ele é um ser pensante (OU exceto o cogito); – uma vez que esta crença resiste a qualquer argumento cético, Descartes toma-a como o fundamento inabalável e firme que procurava; – o exame dessa crença oferece ainda um critério – o da clareza e distinção – para reconhecer as crenças que são verdadeiras (e que, assim, são conhecimento). No caso de o examinando defender que a dúvida cartesiana não é um método adequado para encontrar o fundamento do conhecimento – a dúvida cartesiana tem o propósito de encontrar crenças indubitáveis, que possam servir de fundamento ao conhecimento; – os argumentos que Descartes apresenta – das ilusões percetivas, do sonho, do génio maligno (ou deus enganador) – abalariam, se a dúvida fosse praticável, quer as nossas crenças quer as nossas faculdades, resistindo apenas, eventualmente, a certeza de que «penso, logo existo» (OU o cogito); – caso o estado de dúvida alcançado fosse praticável (OU caso a dúvida fosse autêntica), seria impossível recorrer às faculdades de que duvidamos para sair do estado de dúvida, ou seja, a dúvida seria incurável; – a regra da clareza e distinção – extraída do cogito, segundo Descartes – seria bloqueada pela hipótese do génio maligno (OU deus enganador), pois tal entidade poderia fazer-nos reconhecer como claro e distinto aquilo que o não é; – ainda que o cogito resista a qualquer argumento cético e, nessa medida, seja uma crença indubitável, não poderia ser o fundamento inabalável e firme que Descartes procura. Nota - Os aspetos constantes nos cenários de resposta apresentados são apenas ilustrativos, não esgotando o espectro de respostas adequadas possíveis. A classificação final da resposta resulta da soma das pontuações atribuídas a cada um dos parâmetros seguintes.
ParâmetroNívelDescritor de desempenhoPontuação
A Argumentação a favor de uma posição pessoal3Apresenta inequivocamente a posição defendida. Evidencia competências argumentativas: • apresenta, com clareza e correção, argumentos persuasivos, razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da posição defendida, ou contra posições rivais da defendida; • articula adequadamente os argumentos, as razões ou os exemplos apresentados.8
A Argumentação a favor de uma posição pessoal2Apresenta inequivocamente a posição defendida. Evidencia competências argumentativas: • apresenta, com imprecisões, argumentos persuasivos, razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da posição defendida, ou contra posições rivais da defendida; • elenca os argumentos, as razões ou os exemplos, sem os articular adequadamente.5
A Argumentação a favor de uma posição pessoal1Apresenta a posição defendida, ainda que de modo implícito. Evidencia uma intenção argumentativa, mas os argumentos ou as razões apresentados a favor da posição defendida, ou contra posições rivais da defendida, são fracos ou claramente falaciosos, ou os exemplos selecionados são inadequados.2
B Adequação conceptual e teórica2Aplica corretamente conceitos relevantes para a discussão do problema. Mobiliza, de modo preciso, (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema.4
B Adequação conceptual e teórica1Aplica, com imprecisões, conceitos relevantes para a discussão do problema. Mobiliza, com imprecisões, (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema.2
C Comunicação2Apresenta um discurso estruturado e fluente. Escreve de forma globalmente correta, podendo apresentar falhas pontuais que não comprometem a clareza da comunicação.2
C Comunicação1Apresenta um discurso com falhas na estruturação ou pouco fluente. Escreve de forma globalmente correta, podendo apresentar falhas pontuais que não comprometem a clareza da comunicação.1
Nota – A resposta é classificada com zero pontos no parâmetro C – Comunicação se não for atingido o nível 1 de desempenho em, pelo menos, um dos outros parâmetros.
Matéria Associada
O Problema do Conhecimento; Racionalismo; Descartes; Dúvida Metódica; Cogito
Resumo Pedagógico
Treina a tua capacidade de argumentação filosófica ao defender uma posição sobre a eficácia da dúvida de Descartes como método para encontrar a base do conhecimento.

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