GRUPO I - A IMPLANTAÇÃO DO LIBERALISMO EM PORTUGAL NO QUADRO EUROPEUEste grupo baseia-se na análise dos seguintes documentos:
Doc.
1 – Relações comerciais entre Portugal e as colónias (1807-1819)
Doc.
2 – Manifesto da Nação Portuguesa aos Soberanos e Povos da Europa da Junta Provisional do Governo Supremo da Nação (15 de dezembro de 1820)
Doc.
3 – D.
Pedro e D.
Miguel – caricatura no jornal francês La Caricature (julho de 1833)
Documento 1Relações comerciais entre Portugal e as colónias (1807-1819)
(Em contos de réis)
| ANOS | Importações | Exportações |
|---|
| TOTAIS | Do Brasil | TOTAIS | Para o Brasil |
|---|
| 1807 | 16 969 | 13 928 | 10 348 | 6953 |
| 1809 | 5858 | 4819 | 3911 | 3438 |
| 1811 | 5304 | 3633 | 3480 | 2772 |
| 1813 | 7279 | 4796 | 4275 | 3587 |
| 1815 | 13 020 | 9059 | 11 008 | 8234 |
| 1817 | 11 150 | 8309 | 11 281 | 8586 |
| 1819 | 10 413 | 7517 | 8156 | 6546 |
Documento 2Manifesto da Nação Portuguesa aos Soberanos e Povos da Europa da Junta Provisional do Governo Supremo da Nação (15 de dezembro de 1820)
Toda a Europa sabe as extraordinárias circunstâncias que, no ano de 1807, forçaram o Senhor D.
João VI, então Príncipe Regente de Portugal, a passar com a Sua Real Família aos seus domínios transatlânticos [.
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].
A ruína da sua povoação, começada pela emigração dos habitantes, que seguiram o seu Príncipe, [.
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] aumentou-se pelas duas funestas invasões de 1809 e 1810, e pelas perdas inevitáveis de uma dilatada e porfiosa guerra de sete anos.
[.
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] Em meio de tantas desgraças, que [.
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] oprimiram os Portugueses em progressivo crescimento, ainda de vez em quando se avivava em seus corações algum lume de esperança de que o Rei viria ao meio deles ouvir suas queixas, e dar o possível remédio a males tão rezados e opressivos.
[.
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] Ela, porém, foi-se desvanecendo pouco a pouco [.
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].
Nem a força das armas, nem os hábitos inveterados, nem o decurso dos tempos podem jamais despojar a Nação da faculdade, e invariável direito, que sempre conserva, de [.
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] melhorar a forma do seu Governo, de prescrever-lhe justos limites e de fazê-lo útil aos governados.
A própria Nação inteira, se em massa pudesse exercitar os poderes do Governo, não os teria ilimitados [.
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].
Eis aqui, pois, os verdadeiros princípios que dirigiram os Portugueses [.
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] para darem a esse Trono as bases sólidas da Justiça e da Lei [.
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.
].
Foram estes os votos de todos os Portugueses, quando proclamaram a necessidade de uma Constituição, de uma Lei fundamental, que regulasse os limites do Poder e da Obediência, que afiançasse para o futuro os direitos e a felicidade do Povo.
1.
Explicite, com base nos documentos 1 e 2, três dos fatores que justificam o descontentamento que conduziu à revolução portuguesa de 1820.