Tópicos de resposta:
Enquadramento de massas e aparelho repressivo nos regimes totalitários
• recurso à propaganda para influenciar a opinião pública, através de meios diversos (desfiles de
massas OU ação da rádio OU outro exemplo) OU através da ação de instituições (Secretariado da
Propaganda Nacional, em Portugal OU Ministério da Cultura e da Propaganda, na Alemanha OU
Ministério da Imprensa e da Propaganda, na Itália);
• instrumentalização das atividades culturais e artísticas, contribuindo para a mediatização dos valores
do regime (doc. 1) OU promovendo a censura intelectual;
• ideologização da juventude por parte do Estado, através do controlo da educação escolar OU
da literatura infantojuvenil (doc. 1) OU de organizações oficiais: Juventude Fascista, na Itália OU
Juventude Hitleriana, na Alemanha OU Mocidade Portuguesa, em Portugal (doc. 1);
• criação de organizações oficiais dos trabalhadores, para garantir a total adesão ao ideário do regime,
como as de tipo corporativo, em substituição dos sindicatos livres;
• criação de organizações para o enquadramento e a ocupação dos tempos livres dos trabalhadores
(FNAT OU outro exemplo);
• extinção dos partidos políticos e criação do partido único: Partido Nacional Fascista OU Partido
Nacional-Socialista / Partido Nazi OU União Nacional;
• recurso a organizações de milícias armadas (Camisas Negras, na Itália OU SS e SA, na Alemanha
OU Legião Portuguesa, em Portugal), para garantir a vigilância e o controlo da sociedade;
• criação de poderosas forças de polícia política (OVRA, na Itália OU Gestapo, na Alemanha OU
PVDE/PIDE, em Portugal) para combater todas as formas de oposição;
• perseguição, prisão e eliminação de resistentes à expansão territorial nazi (doc. 2) (OU de opositores
políticos OU dos denominados elementos «antissociais») nos campos de concentração e de
extermínio (doc. 3).
Carácter nacionalista e imperialista do regime nazi
• exploração dos sentimentos de humilhação (OU do desejo de reparação) de muitos alemães
relativamente às duras condições impostas no Tratado de Versalhes, após a Primeira Guerra Mundial
(doc. 2);
• exaltação da guerra como forma de afirmação das capacidades dos homens e dos povos;
• defesa de uma política de Estado que advogava a superioridade da «raça ariana» (docs. 2 e 3);
• perseguição e extermínio sistemáticos de judeus e de ciganos (OU de outras minorias) (doc. 3) em
todos os territórios ocupados OU criação de campos de concentração para minorias em países
ocupados (doc. 3);
• violação das determinações de Versalhes, com os investimentos na indústria de armamento (OU
com o restabelecimento do serviço militar obrigatório);
• incumprimento das imposições do tratado de paz, com a reintegração da zona do Sarre, em 1935, e
com a remilitarização da Renânia, em 1936 (doc. 2);
• projeto de criação de uma «Grande Alemanha», com a união de todos os povos de origem germânica,
através da anexação da Áustria e do início da ocupação da Checoslováquia, em 1938 (doc. 2);
• crescente agressividade (doc. 2), perante a ineficácia e o descrédito da Sociedade das Nações (SDN)
OU perante a política isolacionista seguida pelos EUA OU perante a política não intervencionista das
democracias europeias;
• estabelecimento de alianças político-militares com a Itália e com o Japão (Pacto de Aço OU outro
exemplo) OU com a URSS (pacto germano-soviético);
• intervenção militar na guerra civil espanhola, em apoio das forças nacionalistas;
• expansionismo militar imperialista para a conquista do «espaço vital», com a ocupação da Polónia
(doc. 3) OU com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939;
• ocupação violenta de uma parte significativa de territórios europeus e outros, no decurso da Segunda
Guerra Mundial, com milhões de mortos e de prisioneiros (exemplo: soviéticos – doc. 3).
Caminhos da cooperação do segundo pós-guerra a 1960
• participação de países europeus em organismos internacionais promotores da cooperação: ONU OU
GATT (OU outro exemplo);
• reconstrução da Europa, devastada pela Segunda Guerra Mundial, com o auxílio dos EUA, através do
«Programa de Recuperação Europeia» (OU Plano Marshall) (doc. 4) OU com o auxílio da URSS aos
países de Leste, através do Plano Molotov;
• criação de organizações de cooperação económica: OECE, estrutura para a gestão dos fundos do
Plano Marshall (OU promotora de um programa de «cooperação intereuropeia para um melhor nível
de vida») (doc. 4) OU COMECON, para a ajuda mútua entre os países da Europa de Leste;
• intensificação das formas de colaboração (doc. 4) económica e política entre os EUA e os países da
Europa Ocidental, com o objetivo de reforçar a paz recentemente alcançada na Europa (OU de conter
o avanço do comunismo no contexto da Guerra Fria OU de responder à contestação social e política
verificada nos países da Europa Ocidental);
• convergência dos países ocidentais, com o objetivo de evitar a repetição de agressões imperialistas
na Europa (doc. 2) OU no contexto da questão de Berlim e da criação da RFA;
• criação, no contexto da Guerra Fria, de alianças de cooperação político-militar: OTAN/NATO, que
integrava alguns países europeus, os EUA e o Canadá OU Pacto de Varsóvia, que unia os países do
bloco comunista;
• criação do Conselho da Europa, com o objetivo da defesa dos direitos humanos OU da promoção da
estabilidade político-social;
• estabelecimento de um acordo aduaneiro, instituindo a livre circulação de mercadorias entre a Bélgica,
a Holanda e o Luxemburgo (Benelux);
• início da cooperação entre a França e a Alemanha no domínio da produção de carvão e de aço, na
sequência da Declaração Schuman;
• fundação da CECA, que integrava a França, a RFA, a Itália e o Benelux, visando uma gestão
supranacional da produção e das trocas de carvão e de aço;
• criação das Comunidades Europeias (OU CEE e EURATOM) pelos Tratados de Roma, com vista ao
reforço da cooperação;
• dinamização de uma zona de livre-câmbio, a EFTA, integrando países da Europa Ocidental não
pertencentes à CEE OU integração de Portugal na EFTA, permitindo alguma abertura económica ao
exterior;
• transformação da OECE na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico),
no início da década de 1960, findas as ajudas do Plano Marshall.
* Descritores apresentados nos Critérios Gerais de Classificação.
| Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina |
Descritores do nível de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa |
Níveis* |
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1 |
2 |
3 |
| A resposta apresenta: |
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| 7 |
• abordagem de nove aspetos, com três aspetos de cada um dos tópicos de referência (3/3/3); • organização coerente dos conteúdos; • utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina; • integração pertinente da informação contida nos quatro documentos. |
45 |
48 |
50 |
| 6 |
Nível intercalar |
38 |
41 |
43 |
| A resposta apresenta: |
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| 5 |
• abordagem de seis ou cinco aspetos de, pelo menos, dois dos tópicos de referência: (2/2/2) OU (3/2/1) OU (3/3/0) OU (2/2/1) OU (3/2/0) OU (3/1/1); • organização coerente dos conteúdos; • utilização adequada da terminologia específica da disciplina; • integração pertinente da informação contida em três ou dois dos documentos. |
31 |
34 |
36 |
| 4 |
Nível intercalar |
24 |
27 |
29 |
| 3 |
A resposta apresenta: • abordagem de três ou dois aspetos dos tópicos de referência: (1/1/1) OU (3/0/0) OU (2/1/0) OU (1/1/0) OU (2/0/0); • organização coerente dos conteúdos; • utilização adequada da terminologia específica da disciplina; • integração pertinente da informação contida em dois ou um dos documentos. |
17 |
20 |
22 |
| 2 |
Nível intercalar |
10 |
13 |
15 |
| 1 |
A resposta apresenta: • aspetos genéricos OU ausência de individualização de cada um dos aspetos dos tópicos de referência; • falhas de coerência na organização dos conteúdos; • utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina; • integração incipiente da informação contida nos documentos. |
3 |
6 |
8 |