Juízos Estéticos: A Beleza é Subjetiva? | Exame Filosofia 11º Ano

Resolve este exercício do Exame Nacional de Filosofia sobre a natureza dos juízos estéticos. Defende se a beleza é subjetiva ou objetiva.

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Informações do Exame

Ano Escolar: 11º Ano

Disciplina: Filosofia (714)

Ano: 2017

Fase: 2.ª Fase

Pergunta nº: 5.1.A

Exame: Abrir PDF

Critérios de Classificação: Abrir PDF

Pergunta (5.1.A)
Neste grupo, são apresentados dois percursos:
Percurso A - A experiência estética e Percurso B – A experiência religiosa.
Responda apenas a um dos percursos.
Na sua folha de respostas, identifique claramente o percurso selecionado.
PERCURSO A – A experiência estética.
Será que julgar a beleza das coisas é simplesmente dar voz aos nossos sentimentos? Na sua resposta, identifique e esclareça o problema proposto; apresente inequivocamente a sua posição; argumente a favor da sua posição.
Critério de Classificação
PERCURSO A – A experiência estética. Será que julgar a beleza das coisas é simplesmente dar voz aos nossos sentimentos?
A resposta integra os aspetos seguintes, ou outros igualmente relevantes.
Nota - Os aspetos constantes dos cenários de resposta apresentados são apenas ilustrativos, não esgotando o espectro de respostas adequadas possíveis.
Identificação e esclarecimento do problema:
A pergunta coloca o problema da natureza dos juízos acerca da beleza.
O problema consiste em determinar se os juízos acerca da beleza têm um caráter subjetivo (se são uma mera questão de sentimentos) ou se têm um caráter objetivo (se representam propriedades dos objetos de apreciação).
Apresentação inequívoca de uma posição.
Justificação da posição defendida:
No caso de o examinando defender que julgar a beleza das coisas é simplesmente dar voz aos nossos sentimentos.
– é um facto observável que as pessoas divergem nos seus juízos estéticos: o que umas afirmam ser belo, outras afirmam não o ser;
– considerar que os juízos de umas pessoas são corretos e os de outras incorretos implica admitir que existe um critério objetivo, talvez dado pelos especialistas em matéria de beleza; mas, ainda que se admita a existência de especialistas em matéria de beleza, os desacordos não deixam de existir e nenhuma investigação ulterior os permite eliminar;
– a explicação mais plausível para estes desacordos insanáveis é que os juízos acerca da beleza nada mais são do que a expressão de gostos pessoais, isto é, tais juízos limitam-se a exprimir os sentimentos dos sujeitos perante certos objetos de apreciação;
– dado que cada sujeito sente as coisas de forma diferente, assim também os seus juízos perante os mesmos objetos podem ser diferentes: o que uma pessoa considera bonito, outra pode não considerar bonito; os juízos acerca da beleza são, portanto, juízos de gosto, cuja justificação tem um caráter subjetivo;
– apesar da diversidade de gostos que se verifica entre as pessoas, há objetos que agradam universalmente (por exemplo, a cidade de Veneza, certos pores-do-sol), e isso acontece porque as pessoas partilham certas características fisiológicas, e algumas coisas têm formas ou estão concebidas de maneira a agradar mais aos nossos sentidos do que outras (por exemplo, um som muito agudo e contínuo fere a sensibilidade de quase todas as pessoas);
– por se verificar que, em diferentes épocas e sociedades, certos objetos costumam agradar, é possível afirmar que há um padrão do gosto; mas a existência desse padrão não mostra que os juízos acerca da beleza sejam objetivos ou sequer relativos, pois continuam a ser juízos de gosto, isto é, juízos fundados no que agrada aos sujeitos (no seu sentimento de agradabilidade).
No caso de o examinando defender que julgar a beleza das coisas não é simplesmente dar voz aos nossos sentimentos (e que, pelo contrário, é apreciar os aspetos das coisas que as fazem belas ou não).
– é verdade que se observa no mundo uma grande diversidade de opiniões nas questões acerca da beleza, dependente de aspetos como a época, a cultura ou a educação de quem julga;
– mas da diversidade de opiniões nas questões acerca da beleza não é possível inferir que todas as opiniões são igualmente corretas; tal como as opiniões acerca dos aspetos que tornam, ou não, as coisas belas divergem em função de aspetos como a época, a cultura ou a educação de quem julga, também as opiniões acerca de outros aspetos das coisas, como a sua posição ou o seu movimento, divergem em função desses aspetos;
– por exemplo, na Idade Média muitas pessoas tinham a opinião de que a Terra estava parada no centro do Universo; ora, essa é uma opinião incorreta, decorrente de falta de informação;
– o mesmo justifica que as pessoas sem educação musical possam apreciar composições musicais pobres ou detestar composições musicais mais complexas, inovadoras ou exigentes: a falta de informação relevante ou de treino impede-as de formarem uma opinião adequada acerca dos objetos cuja beleza lhes é dada a apreciar (é certo que, por vezes, até os especialistas – os estetas ou os críticos de arte – discordam, mas o mesmo se pode dizer dos cientistas);
– a educação do gosto consiste precisamente em dar a informação e o treino necessários para captar os aspetos dos objetos que os fazem belos ou não; esses aspetos são a harmonia, a unidade ou a complexidade, por exemplo;
– a divergência de opiniões acerca da beleza é muitas vezes usada para argumentar a favor da subjetividade dos juízos estéticos; mas isso apenas revela uma sobrevalorização das divergências, esquecendo-se a igualmente grande convergência de opiniões nessa matéria; de facto, na Natureza e nos grandes museus de arte encontram-se paisagens e obras que são do agrado da generalidade das pessoas que as conhecem; isso só pode ser adequadamente explicado se admitirmos que há certas características nas próprias coisas (harmonia, unidade, complexidade) que causam em nós sentimentos de agrado quando as observamos.
A classificação final da resposta resulta da soma das pontuações atribuídas em cada um dos parâmetros seguintes.
A - Problematização (6 pontos)
B - Argumentação a favor de uma posição pessoal (12 pontos)
C - Adequação conceptual e teórica (8 pontos)
D - Comunicação (4 pontos)
ParâmetrosNíveisDescritores de desempenhoPontuação
A Problematização3Identifica e esclarece corretamente o problema filosófico em causa.6
2Identifica o problema filosófico em causa, mas esclarece-o com imprecisões.4
1Identifica o problema filosófico, sem o esclarecer.
OU
Esclarece o problema com imprecisões, sem o identificar.
2
B Argumentação a favor de uma posição pessoal3Apresenta inequivocamente a posição defendida. Evidencia um bom domínio das competências argumentativas, articulando adequadamente e com autonomia os argumentos, ou as razões ou os exemplos apresentados. Apresenta com clareza e correção argumentos persuasivos, razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da posição defendida ou contra a posição rival da defendida.12
2Apresenta inequivocamente a posição defendida. Evidencia um domínio satisfatório das competências argumentativas, elencando argumentos, ou razões ou exemplos. Apresenta com imprecisões argumentos persuasivos, ou razões ponderosas ou exemplos adequados e plausíveis a favor da posição defendida ou contra a posição rival da defendida.8
1Apresenta a posição defendida, ainda que de modo implícito. Evidencia uma intenção argumentativa, mas os argumentos ou as razões apresentados a favor da perspetiva defendida, ou contra a perspetiva rival da defendida, são fracos ou claramente falaciosos, ou os exemplos selecionados são inadequados.4
C Adequação conceptual e teórica3Aplica rigorosa e coerentemente os conceitos relevantes para a discussão do problema da natureza dos juízos acerca da beleza. Mobiliza (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema em causa, mostrando compreensão sistemática dessa(s) perspetiva(s).8
2Aplica com imprecisões pontuais, mas de modo globalmente adequado, os conceitos relevantes para a discussão do problema da natureza dos juízos acerca da beleza. Mobiliza com imprecisões pontuais (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema em causa, mostrando compreensão dos aspetos centrais dessa(s) perspetiva(s).5
1Aplica escassamente e com imprecisões conceitos relevantes para a discussão do problema da natureza dos juízos acerca da beleza. Mobiliza com imprecisões (uma) perspetiva(s) teórica(s) adequada(s) à discussão do problema em causa, mostrando uma compreensão rudimentar dessa(s) perspetiva(s).2
D Comunicação3Apresenta um discurso estruturado e fluente. Escreve com sintaxe, ortografia e pontuação globalmente corretas.4
2Apresenta um discurso razoavelmente estruturado. Escreve com sintaxe, ortografia e pontuação globalmente corretas.
OU
Apresenta um discurso estruturado e fluente. Escreve com incorreções sintáticas, ortográficas ou de pontuação que não afetam a inteligibilidade do discurso.
3
1Apresenta um discurso pouco estruturado. Escreve com incorreções sintáticas, ortográficas ou de pontuação que afetam parcialmente a inteligibilidade do discurso.1
Matéria Associada
A experiência estética; O juízo estético; Subjetivismo e objetivismo estético
Resumo Pedagógico
Neste exercício, vais treinar a tua capacidade de argumentação filosófica sobre o problema da natureza dos juízos estéticos, defendendo uma posição sobre se a beleza é subjetiva ou objetiva.

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