História A 12.º Ano 2017: Políticas Económico-Sociais do Estado Novo à Democracia

Análise detalhada das políticas económico-sociais em Portugal: Salazarismo (anos 30-40), pós-1945 e pós-25 de Abril de 1974. Exame 2017, 2.ª Fase.

História A12.º anoEstado NovoSalazarismoPolíticas económicasRevolução de 25 de AbrilTransformações sociaisExame 2017Planos de FomentoReforma Agrária
Informações do Exame

Ano Escolar: 12º Ano

Disciplina: História A (623)

Ano: 2017

Fase: 2.ª Fase

Pergunta nº: 5

Exame: Abrir PDF

Critérios de Classificação: Abrir PDF

Pergunta (5)
Desenvolva, a partir dos documentos de 1 a 4, o seguinte tema:
Políticas económico-sociais em Portugal:
da construção do Estado Novo aos primeiros anos do regime democrático.
A sua resposta deve abordar, pela ordem que entender, três aspetos de cada um dos seguintes tópicos:

• prioridades económicas e sociais do salazarismo, nos anos de 1930 a 1940;

• opções de política económica, de 1945 ao final da década de 1960;

• transformações económicas e sociais, de abril de 1974 a novembro de 1975.
Critério de Classificação
Desenvolva, a partir dos documentos de 1 a 4, o seguinte tema: Políticas económico-sociais em Portugal: da construção do Estado Novo aos primeiros anos do regime democrático. A sua resposta deve abordar, pela ordem que entender, três aspetos de cada um dos seguintes tópicos: • prioridades económicas e sociais do salazarismo, nos anos de 1930 a 1940; • opções de política económica, de 1945 ao final da década de 1960; • transformações económicas e sociais, de abril de 1974 a novembro de 1975.

Tópicos de resposta:
Prioridades económicas e sociais do salazarismo, nos anos de 1930 a 1940
  • intervencionismo do Estado, com o «Chefe» no topo da «pirâmide», visando a coordenação superior de toda a vida económica e social (doc. 2);
  • adoção do corporativismo (OU criação dos sindicatos nacionais), com vista ao controlo das relações laborais (OU com vista à conciliação dos interesses dos indivíduos e dos grupos sociais): «Na Corporação, os trabalhadores sindicalizados dão as mãos às organizações patronais» OU «O Trabalho produz a riqueza em harmonia com o Capital» (doc. 2);
  • preocupação em assegurar a estabilização financeira e o equilíbrio das finanças públicas;
  • adoção de um modelo económico fortemente autárcico (OU protecionista), com recurso a campanhas de produção (OU a ações de propaganda);
  • valorização da atividade agrícola (OU do ruralismo), com predomínio do sector primário na população ativa (doc. 1);
  • desenvolvimento de uma política de condicionamento industrial, submetendo toda a iniciativa privada ao controlo do Estado OU limitação do desenvolvimento dos sectores secundário e terciário (doc. 1);
  • formação de algumas concentrações, favorecida pelas limitações à concorrência OU concessão de monopólios em sectores como os adubos (OU o cimento OU outro exemplo);
  • definição de uma política colonial (doc. 3) marcada pela imposição da desigualdade económico-social (OU baseada na exploração de produtos primários e no bloqueio do desenvolvimento industrial);
  • lançamento de um vasto programa de obras públicas, abrangendo quase todas as áreas, para dotar o país de algumas infraestruturas (OU para combater o desemprego).

Opções de política económica, de 1945 ao final da década de 1960
  • elaboração de alguns planos de reforma da agricultura, ainda que insuficientes para evitar a estagnação do mundo rural (OU ainda que com predomínio da mão de obra rural - doc. 1 – OU sem alteração da estrutura fundiária tradicional, problema nacional cuja solução é ainda considerada uma «necessidade histórica» em 1975 – doc. 4);
  • estímulo ao planeamento económico pela adesão à OECE (OU pela aceitação das verbas do Plano Marshall) OU adoção de práticas de planeamento económico através dos Planos de Fomento;
  • desenvolvimento das infraestruturas OU manutenção do objetivo de substituição das importações (OU do condicionamento industrial), no âmbito do I Plano de Fomento;
  • abandono progressivo da ideia de autarcia, no quadro do II Plano de Fomento;
  • ausência de políticas para a população rural, num contexto de declínio da agricultura, conduzindo à diminuição da população ativa neste sector (OU ao êxodo rural acentuado OU à emigração) (doc. 1 OU doc. 4);
  • rentabilização das remessas enviadas pelos emigrantes para ajudar a equilibrar a balança de pagamentos (OU para a dinamização do mercado interno);
  • afirmação da via industrializadora, com o abandono da política de condicionamento industrial (OU com o crescimento da população ativa nos sectores secundário e terciário – doc. 1) OU reforço da industrialização, com destaque para as indústrias de base (OU siderurgia OU celulose OU adubos OU refinação de petróleo OU outro exemplo);
  • valorização da iniciativa privada (OU da livre concorrência OU da política de exportações OU da captação de investimentos estrangeiros) no Plano Intercalar de Fomento (OU no III Plano de Fomento);
  • participação nos circuitos económico-financeiros mundiais OU adesão a organismos internacionais, como o FMI (OU O BIRD OU O GATT);
  • abertura da economia portuguesa à Europa, através da adesão à EFTA;
  • desenvolvimento das colónias, marcado pelo incentivo à fixação de colonos brancos (OU pelos investimentos públicos e privados OU pela abertura ao capital estrangeiro OU pela aplicação de fundos do Plano Marshall) OU reforço do fomento económico nas colónias, nomeadamente após o início da guerra colonial (OU como forma de legitimar a pertença portuguesa – doc. 3);
  • defesa da ideia de coesão entre a metrópole e as colónias (doc. 3), com o objetivo de criação do Espaço Económico Português (EEP).

Transformações económicas e sociais, de abril de 1974 a novembro de 1975
  • «eliminação dos monopólios» (doc. 4), por pressão das forças político-sociais de esquerda;
  • nacionalização dos bancos emissores OU promulgação de legislação para a fiscalização das instituições de crédito pelo Estado;
  • intervenção do Estado em numerosas empresas, nomeando comissões administrativas em substituição dos corpos gerentes próprios (OU combatendo a sabotagem económica OU a fuga de capitais);
  • ocupação de empresas (OU controlo operário OU experiências de autogestão), no contexto da consagração de formas de poder popular (OU no contexto «do acesso progressivo ao poder pelos trabalhadores» – doc. 4);
  • «sucessivas nacionalizações» (doc. 4), na sequência do 11 de Março de 1975, da totalidade da banca (OU das seguradoras OU das empresas ligadas aos sectores-chave da economia);
  • processo da «reforma agrária» (doc. 4), no centro e no sul do país, constituindo-se unidades coletivas de produção, a partir das primeiras ocupações pelos trabalhadores;
  • consolidação da «reforma agrária» e «eliminação dos [...] latifúndios» (doc. 4), com o respetivo enquadramento legal (OU com a expropriação das grandes herdades);
  • «desenvolvimento da intervenção do Estado na economia», depois de a revolução «se ter definido como socialista» e de ter aberto o «caminho à fase de transição para o socialismo» (doc. 4);
  • aprovação de legislação para proteção dos trabalhadores (OU dos grupos mais desfavorecidos), com a criação do salário mínimo (OU com a generalização das pensões OU com o tabelamento de preços OU com restrições aos despedimentos OU outro exemplo);
  • crescimento da inflação, associada à desvalorização da moeda (OU à escassez de alguns bens de consumo OU na sequência da perda dos anteriores mercados coloniais - doc. 3 – OU ligada aos efeitos da crise internacional da década de 1970);
  • aumento do desequilíbrio das contas externas, em consequência do crescimento da despesa (OU com o crescimento do défice);
  • criação de condições para a integração dos «retornados» (doc. 4), processo dificultado pela situação de crise económica (OU pelas tensões políticas e sociais vividas no país);
  • aumento significativo da população ativa, na década de 1970 (doc. 1), associado ao crescimento dos sectores secundário e terciário (OU ao regresso de exilados e de «retornados» – doc. 4);
  • abertura ao estabelecimento de relações económicas com países de diferentes continentes e de diferentes regimes.


A classificação final da resposta resulta da soma das pontuações atribuídas em cada um dos parâmetros seguintes.
A - Conteúdo científico: 30 pontos
B - Integração dos documentos: 13 pontos
C - Organização e comunicação: 7 pontos

Parâmetros Níveis Descritores de desempenho Pontuação
A
Conteúdo científico
5 Desenvolve o tema proposto, abordando de forma completa e adequada 9 ou 8 aspetos, no conjunto dos três tópicos de orientação.
Utiliza a terminologia específica da disciplina de forma adequada e sistemática.
30
4 Desenvolve o tema proposto, abordando de forma completa e adequada 7 ou 6 aspetos, no conjunto dos três tópicos de orientação.
Utiliza a terminologia específica da disciplina de forma adequada e sistemática.
OU
Desenvolve o tema proposto, abordando de forma completa e adequada 5 ou 4 aspetos e abordando de forma incompleta ou com pequenas imprecisões outros 3 ou 2 aspetos, no conjunto dos três tópicos de orientação.
Utiliza a terminologia específica da disciplina de forma adequada e sistemática.
23
3 Desenvolve o tema proposto, abordando de forma completa e adequada 5 ou 4 aspetos de, pelo menos, dois tópicos de orientação.
Utiliza a terminologia específica da disciplina de forma adequada, podendo apresentar algumas imprecisões.
OU
Desenvolve o tema proposto, abordando de forma completa e adequada 3 ou 2 aspetos e abordando de forma incompleta ou com pequenas imprecisões outros 4 ou 3 aspetos de, pelo menos, dois tópicos de orientação.
Utiliza a terminologia específica da disciplina de forma adequada, podendo apresentar algumas imprecisões.
16
2 Desenvolve o tema proposto, abordando de forma completa e adequada 3 ou 2 aspetos de, pelo menos, dois tópicos de orientação.
Utiliza a terminologia específica da disciplina de forma adequada, podendo apresentar algumas imprecisões.
OU
Desenvolve o tema proposto, abordando de forma completa e adequada 1 aspeto e abordando de forma incompleta ou com pequenas imprecisões outros 4 a 2 aspetos de, pelo menos, dois tópicos de orientação.
Utiliza a terminologia específica da disciplina de forma adequada, podendo apresentar algumas imprecisões.
10
1 Aborda de forma completa e adequada 1 aspeto de um dos tópicos de orientação do tema proposto.
Utiliza a terminologia específica da disciplina com imprecisões.
OU
Apresenta de forma incompleta ou com pequenas imprecisões 3 ou 2 aspetos dos tópicos de orientação do tema proposto.
Utiliza a terminologia específica da disciplina com imprecisões.
OU
Refere aspetos relacionados com o tema proposto, mas sem individualização e sem explicação.
Utiliza a terminologia específica da disciplina com imprecisões.
4
B
Integração dos documentos
4 Integra de forma pertinente a informação contida nos quatro documentos, podendo mobilizar de forma incompleta a informação de um desses quatro documentos. 13
3 Integra de forma pertinente a informação contida em três dos documentos, podendo mobilizar de forma incompleta a informação de um desses três documentos. 10
2 Integra de forma pertinente a informação contida em dois dos documentos, podendo mobilizar de forma incompleta a informação de um desses dois documentos. 7
1 Integra de forma pertinente apenas a informação contida num documento. 3
C
Organização e comunicação
3 Articula os conteúdos científicos de forma lógica, utilizando um discurso globalmente claro e correto, que pode, contudo, apresentar falhas pontuais. 7
2 Articula os conteúdos científicos de forma lógica, utilizando um discurso com incorreções que, contudo, não comprometem a sua clareza.
OU
Articula os conteúdos científicos com imprecisões que não afetam a lógica interna e utiliza um discurso globalmente claro, podendo apresentar algumas incorreções.
4
1 Articula os conteúdos científicos com imprecisões que afetam parcialmente a lógica interna, utilizando um discurso com incorreções que comprometem parcialmente a sua clareza. 2
Matéria Associada
Políticas económico-sociais; Salazarismo; Pós-1945; Pós-1974
Resumo Pedagógico
Treina a análise comparativa das políticas económico-sociais de Portugal, abrangendo o Salazarismo, o período pós-guerra e o PREC, com base em documentos históricos.

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