Correção Exame Português 12º Ano 2026

Enunciado e Critérios de Correção Exame Nacional 2026

Acede ao enunciado, aos critérios de correção e aos recursos de apoio do exame de Português (639), do 12.º ano 2026, realizado a 16 de junho de 2026. Consulta os documentos oficiais do IAVE e revê os critérios de classificação.

Aqui tens o enunciado completo deste exame, bem como os critérios de correção oficiais publicados pelo IAVE. Estes documentos são essenciais para rever respostas, compreender a pontuação atribuída em cada questão e perceber melhor como é feita a classificação da prova.

Além do enunciado e dos critérios de classificação, podes também consultar uma proposta de resolução do exame, gerada com apoio de inteligência artificial, para te ajudar a comparar as tuas respostas e a perceber melhor o raciocínio esperado em cada exercício.

Recorda-te que a resolução apresentada é orientativa e não substitui os critérios oficiais do IAVE.

1.ª Fase

Enunciado

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Critérios de Correção

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2.ª Fase

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Critérios de Correção

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Resolução Da Vinci BETA

⚠ Atenção: Esta resolução foi gerada automaticamente por inteligência artificial e pode conter erros factuais — incluindo respostas incorretas, limites de palavras ou pontuações erradas.
Não substitui os critérios oficiais do IAVE. Verifica sempre os documentos oficiais antes de qualquer conclusão ou recurso.
📄 Esta correção segue o enunciado da Versão 2 e os critérios oficiais.
⚠ Se tens a outra versão, a ordem das perguntas ou das opções pode ser diferente. Confirma a correspondência com o teu enunciado antes de usar.
Grupo I
Questão 113 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
No passado, as palavras obedeciam/ocorriam facilmente ao sujeito poético («Obedecem-me agora muito menos, / as palavras» – vv. 1-2), enquanto, no presente, este passou a sentir mais dificuldade em dominá-las, sendo por elas ignorado («não fazem / caso do que lhes digo» – vv. 3-4) / as palavras são «ariscas» (v. 16) e escapam-se-lhe «por entre / as mãos» (vv. 16-17)
No passado, as palavras gostavam do sujeito poético («e elas durante muitos anos / também gostaram de mim» – vv. 11-12), enquanto, no presente, as palavras «resmungam» (v. 3) e mostram-lhe os dentes, como manifestação de revolta (v. 17)
No passado, havia uma relação harmoniosa/de felicidade entre o sujeito poético e as palavras («dançavam / à minha roda quando as encontrava» – vv. 12-13), enquanto, no presente, as palavras parecem zangadas com o sujeito poético, não respeitando a sua idade («A propósito / de nada resmungam» – vv. 2-3; «não respeitam a minha idade» – v. 5)
No passado, as palavras e a poesia davam sentido à vida/alimentavam a vida do sujeito poético («Com elas fazia o lume, / sustentava os meus dias» – vv. 14-15), enquanto, no presente, lhe provocam um sentimento de frustração/deceção, decorrente da tensão que existe entre a sua vontade de trabalhar as palavras e a sua incapacidade de o fazer (vv. 16-17)
Explicação
O poema de Eugénio de Andrade estabelece um contraste temporal entre dois momentos: o passado, em que o sujeito poético tinha uma relação harmoniosa com as palavras, e o presente, em que essa relação se deteriorou. Para responder adequadamente, deves identificar duas mudanças específicas nessa relação. Por exemplo, podes referir que no passado as palavras obedeciam facilmente ao poeta («Obedecem-me agora muito menos»), enquanto agora o ignoram e escapam-se-lhe. Ou podes mencionar que antes havia afeto mútuo («também gostaram de mim»), mas agora as palavras se mostram revoltadas. Fundamenta cada alteração com transcrições textuais pertinentes do poema.

Erro comum: Referir apenas uma alteração em vez de duas. | Descrever as alterações sem as fundamentar com citações textuais específicas. | Confundir a perspetiva do sujeito poético com a do leitor, não mantendo a coerência da análise.

Questão 213 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
No poema de Eugénio de Andrade, a escrita poética assume uma grande importância, pois: constitui um processo de criação artística meticuloso, na medida em que trabalha as palavras com rigor – «mão rigorosa» (v. 8) – e com controlo absoluto, pelo que agora elas se fartaram «da rédea» (v. 6); o sujeito poético sempre gostou das palavras – «Eu gosto delas, nunca tive outra / paixão» (vv. 10-11) – e estas retribuíam-lhe o sentimento – «e elas durante muitos anos / também gostaram de mim» (vv. 11-12); a alegria emanava da relação entre o sujeito poético e as palavras – «dançavam / à minha roda quando as encontrava» (vv. 12-13); as palavras alimentavam a sua existência, dando-lhe sentido – «Com elas fazia o lume, / sustentava os meus dias» (vv. 14-15)
No poema de Alberto Caeiro, a escrita de uma eventual biografia sua afigura-se pouco importante/será fácil, pois: constitui um processo simples e objetivo, na medida em que na sua vida apenas duas datas importam – «Não há nada mais simples.» (v. 2) / «Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte» (v. 3); Alberto Caeiro é «fácil de definir» (v. 5), visto que a sua existência consistiu em ver «como um danado» (v. 6) e em compreender «com os olhos, nunca com o pensamento» (v. 11); o sujeito poético não deseja dedicar-se a ela, deixando-a para outros, depois da sua morte, se, porventura, assim o «quiserem» – «Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia» (v. 1); o sujeito poético, parecendo deixar a escrita da sua biografia para outrem, acaba por fazer uma autobiografia (sob a forma de epitáfio) como se verifica, por exemplo, nos versos 1 a 4 / fornece um guião detalhado da sua biografia, em que a simplicidade da sua existência é refletida na simplicidade da escrita, como se constata, por exemplo, nos versos 5-6
Explicação
Esta questão pede-te que compares como cada poeta perspetiva a escrita. No poema de Eugénio de Andrade, a escrita é um processo complexo, meticuloso e profundamente significativo – as palavras alimentam a vida do poeta. No poema de Alberto Caeiro, a escrita de uma biografia é apresentada como algo simples e até trivial – apenas duas datas importam. Deves explicar estas duas perspetivas distintas, fundamentando com citações textuais. Nota que a questão exige um tópico sobre cada poema, não dois sobre o mesmo.

Erro comum: Abordar dois tópicos sobre o mesmo poema em vez de um sobre cada. | Descrever os poemas sem estabelecer a comparação entre as perspetivas sobre a escrita. | Omitir as transcrições textuais que fundamentam a análise.

Questão 313 ptsModerado (est. IA)
Resposta correta
(a) 2; (b) 1
Explicação
Para a opção (a), a resposta correta é (2): «funciona como uma possibilidade de explicação lógica da situação apresentada anteriormente». A interrogação final do poema de Eugénio de Andrade («Ou será que / já só procuro as mais encabritadas?») oferece uma explicação alternativa para o comportamento das palavras – talvez o problema não seja delas, mas da escolha do poeta. Para a opção (b), a resposta correta é (1): «comprova a serenidade de quem opta por aceitar a realidade das coisas sem as questionar». A estrofe final do poema de Alberto Caeiro («Um dia deu-me o sono como a qualquer criança. / Fechei os olhos e dormi.») demonstra aceitação tranquila da morte e da existência.

Erro comum: Confundir a função da interrogação com uma expressão de estranheza ou surpresa. | Não reconhecer a atitude de aceitação serena no final do poema de Caeiro.

Questão 413 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
Profunda religiosidade, evidenciada na assunção de que a situação de ignomínia em que a sua filha se encontra («Órfã de pai e de mãe... [...] e de família e de nome» – ll. 1-2) é castigo de Deus pelo «erro» que cometeu («E sabe-o Deus, Jorge, e castigou-me assim, meu irmão!» – ll. 6-7)
Sentido de dignidade e de honra, patente no facto de se considerar «o homem mais infeliz da terra» (l. 12) por ter sido desonrado o bom nome da sua família (ll. 12-14)
Racionalidade, pois, apesar do intenso sofrimento que o dilacera, ouve os argumentos do seu interlocutor e reformula o seu raciocínio («É verdade. (Pausa; e depois, como quem se desdiz.)» – l. 18)
Nobreza de carácter/integridade, evidenciada no ato de assumir a responsabilidade pelo sofrimento de D. João de Portugal («bebeu até às fezes o cálix das amarguras humanas... [...] Mas fui eu, eu que lho preparei» – ll. 19-20) / pelo sofrimento que considera ter infligido a outrem, bem como pela sua «desgraça» e pela «desonra» da família («Fui eu o autor de tudo isto, o autor da minha desgraça e da sua desonra deles...» – ll. 25-26)
Abnegação/altruísmo, patente no facto de desejar que o «opróbrio» (l. 34) do mundo recaia sobre si e não sobre a sua inocente filha, que tanto ama (ll. 33-36)
Explicação
Manuel de Sousa Coutinho é uma personagem complexa. Deves inferir (deduzir a partir de evidências textuais) dois traços da sua personalidade. Por exemplo, podes identificar a sua profunda religiosidade – ele vê o sofrimento como castigo divino. Ou podes referir o seu sentido de honra – considera-se «o homem mais infeliz da terra» porque a família foi desonrada. Outro traço é a sua nobreza de carácter – assume toda a responsabilidade pelos males que causou. Fundamenta cada traço com citações específicas do excerto.

Erro comum: Descrever ações em vez de inferir traços de personalidade. | Referir apenas um traço em vez de dois. | Não fundamentar as inferências com elementos textuais pertinentes.

Questão 513 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
Acalmar o ânimo exaltado de Manuel, tentando incutir-lhe «paciência» (l. 9)
Questionar os pressupostos do discurso de Manuel de Sousa Coutinho («Tu chamas-te o homem mais infeliz da terra... Já te esqueceste que ainda está vivo aquele...» – l. 16)
Apaziguar o sofrimento do irmão, recordando-lhe que há outras vítimas da tragédia que se abate sobre a família («lembra-te dela e de ti, e considera se podes pleitear misérias com esse homem» – ll. 28-29) / levando-o a confrontar a dimensão da sua dor com a «agonia maior» (l. 30) de D. João de Portugal, esse que «padeceu mais, padeceu mais longamente» (ll. 18-19)
Explicação
Jorge é o irmão de Manuel e tenta ajudá-lo através das suas falas. Deves identificar dois objetivos que Jorge persegue ao falar. Por exemplo, Jorge quer acalmar Manuel, pedindo-lhe «paciência». Também questiona a afirmação de Manuel de ser «o homem mais infeliz da terra», lembrando-lhe que D. João de Portugal sofre ainda mais. Assim, Jorge tenta colocar o sofrimento de Manuel em perspetiva. Fundamenta cada objetivo com citações das falas de Jorge.

Erro comum: Descrever o que Jorge diz em vez de explicitar os objetivos subjacentes. | Referir apenas um objetivo em vez de dois. | Não distinguir entre o conteúdo literal e a intenção comunicativa.

Questão 613 ptsModerado (est. IA)
Resposta correta
II, III e V
Explicação
Deves selecionar as três afirmações que podem ser comprovadas pelo excerto. A afirmação II é correta: as didascálias (indicações de cena entre parênteses) fornecem informação sobre movimento, gestos, emoções e tom de voz – por exemplo, «(Silêncio longo.)», «(Levanta-se com violenta aflição.)», «(Apertando a mão do irmão...)». A afirmação III é correta: Maria é descrita como pura e inocente – «uma filha bela, pura, adorada» e «um anjo que não tem outra culpa senão a da origem». A afirmação V é correta: o uso de interjeições («Oh minha filha»), repetições («Fui eu, eu que lho preparei») e exclamações evidencia o estado emocional exaltado de Manuel.

Erro comum: Selecionar afirmações que não podem ser comprovadas pelo excerto fornecido. | Confundir informação do excerto com conhecimento geral sobre a obra.

Questão 713 ptsDifícil (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
Reflexão sobre a experiência amorosa, nomeadamente sobre as emoções contraditórias geradas pelo amor (em vivo ardor tremer de frio, por exemplo), que é, simultaneamente, fonte de sofrimento atroz (a «ferida que dói, e não se sente») e de felicidade suprema («Estando em terra, chego ao Céu voando»)
Reflexão sobre a dor provocada pela saudade da amada que morreu no mar, nomeadamente sobre a crueldade da morte que a levou prematuramente e de forma inesperada, condenando o poeta a viver em profunda tristeza («cá na terra sempre triste»)
Reflexão sobre o sofrimento provocado pela ausência da amada, razão pela qual o poeta não consegue apreciar a beleza da natureza («Sem ti, tudo me enoja e me avorrece»)
Reflexão sobre o destino que amarga a vida do poeta, conduzindo-o a um estado de infelicidade provocado não só pelos erros cometidos e pelas desilusões amorosas, mas, sobretudo, pela «má Fortuna» que, continuamente, frustra as suas esperanças
Reflexão sobre a vida pessoal marcada pela desventura, o que leva o poeta a amaldiçoar o dia em que nasceu (porque «deitou ao mundo a vida / mais desgraçada que jamais se viu»)
Reflexão sobre o desconcerto gerado pelo desequilíbrio que o poeta observa num mundo no qual, absurdamente, o mal triunfa sobre o bem, pois os bons passam «graves tormentos», ao passo que os maus nadam «em mar de contentamentos»
Reflexão sobre a mudança constante observada num mundo instável e tão confuso que até parece que «dele Deus se esquece»
Explicação
Esta é uma questão de resposta extensa sobre a poesia lírica de Camões. Deves escrever uma breve exposição (não um texto de opinião, apesar da instrução do Grupo III) que comprove que a poesia lírica camoniana reflete sobre diferentes aspetos da existência humana. A estrutura deve incluir: introdução ao tema, desenvolvimento com duas reflexões diferentes (cada uma fundamentada com referência a poemas lidos), e conclusão. Escolhe dois tópicos entre os sugeridos – por exemplo, a experiência amorosa contraditória e o destino adverso. Fundamenta cada reflexão com referências específicas a poemas que estudaste. Respeita o limite de 201 a 350 palavras.

Erro comum: Não estruturar o texto em introdução, desenvolvimento e conclusão. | Referir apenas uma reflexão em vez de duas. | Não fundamentar as reflexões com referências a poemas específicos. | Ultrapassar significativamente o limite de palavras ou ficar muito aquém.

📏 Extensão: 201 a 350 palavras. 1 ponto por palavra a mais ou a menos, até ao máximo de 5 pontos. Textos com menos de 80 palavras valem 0.
Fonte: «Num texto de opinião bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas e cinquenta palavras»
Grupo II
Questão 113 ptsModerado (est. IA)
Resposta correta
C
Explicação
A resposta correta é (C): «a dispersão mental ser um aspeto sobrestimado na civilização contemporânea». Nos dois primeiros parágrafos, a autora explica que é difícil mobilizar as crianças para a aprendizagem porque os desafios escolares contrariam a tendência para a rapidez, a fugacidade da atenção e o imediatismo. Isto significa que a sociedade contemporânea valoriza excessivamente a dispersão mental e a atenção rápida, em detrimento da concentração profunda necessária para a aprendizagem.

Erro comum: Confundir a causa da dificuldade em mobilizar as crianças com as características da aprendizagem. | Selecionar (A) por confundir «pensamento lento» com «tarefas repetitivas».

Questão 213 ptsDifícil (est. IA)
Resposta correta
B
Explicação
A resposta correta é (B): «o progresso civilizacional trouxe como consequências a aceleração do pensamento, aproximando a vida em sociedade da vida selvagem». Entre as linhas 13 e 36, a autora usa um exemplo (o animal selvagem que divide a atenção) e dois argumentos de autoridade (Byung-Chul Han e Lamberto Maffei) para demonstrar que a sociedade moderna, apesar de se considerar avançada, está a regressar a mecanismos de atenção primitivos, semelhantes aos da vida selvagem.

Erro comum: Selecionar (A) por confundir a «hiperatenção» com um progresso. | Selecionar (C) ou (D) por não compreender a intenção argumentativa da autora.

Questão 313 ptsFácil (est. IA)
Resposta correta
A
Explicação
A resposta correta é (A): «uma dificuldade em concentrar-se, de forma demorada, numa única atividade». A «hiperatenção» é definida no texto (linha 24) como «uma rápida mudança de foco entre diversas atividades, fontes informativas e processos». Isto significa que a pessoa não consegue manter a concentração profunda numa única tarefa, mudando constantemente de foco.

Erro comum: Selecionar (D) por confundir a perspetiva da autora com uma perspetiva positiva. | Confundir «hiperatenção» com «concentração excessiva».

Questão 413 ptsModerado (est. IA)
Resposta correta
B
Explicação
A resposta correta é (B): «a uma situação paradoxal, quando se verifica que o avanço tecnológico e digital é acompanhado de um retrocesso civilizacional». A autora defende que, apesar do progresso tecnológico, a sociedade está a regressar a formas primitivas de atenção. Isto é um paradoxo: o progresso traz retrocesso. A autora refere explicitamente este paradoxo na linha 18: «Paradoxalmente, muitas das atividades mais valorizadas na atualidade...»

Erro comum: Selecionar (A) por focar apenas na aceleração do tempo. | Selecionar (C) ou (D) por não compreender o argumento central da autora.

Questão 513 ptsDifícil (est. IA)
Resposta correta
D
Explicação
A resposta correta é (D): ««estes» (linha 6), «os primeiros» (linha 31) e «os segundos» (linhas 31 e 32)». Estes elementos são pronomes demonstrativos e pronomes definidos que funcionam como mecanismos de coesão referencial, mantendo cadeias de referência ao longo do texto. «Estes» refere-se aos desafios escolares; «os primeiros» e «os segundos» referem-se aos dois tipos de mecanismos cerebrais mencionados. As outras opções contêm elementos que não funcionam como coesão referencial (advérbios, sintagmas preposicionais, etc.).

Erro comum: Confundir coesão referencial com outros tipos de coesão. | Não reconhecer o papel dos pronomes na manutenção de cadeias de referência.

Questão 613 ptsDifícil (est. IA)
Resposta correta
C
Explicação
A resposta correta é (C): «a modalidade deôntica com valor de obrigação, no primeiro caso, e a modalidade epistémica com valor de probabilidade, no segundo caso». A expressão «tem de estar» (linha 17) exprime obrigação (modalidade deôntica). A expressão «pode implicar» (linha 45) exprime possibilidade/probabilidade (modalidade epistémica).

Erro comum: Confundir modalidade deôntica com epistémica. | Não reconhecer a diferença entre obrigação e probabilidade.

Questão 713 ptsModerado (est. IA)
Resposta correta
A
Explicação
A resposta correta é (A): «sujeito». A oração «mobilizar as crianças para a aprendizagem» é o sujeito da frase «Hoje em dia, revela-se mais difícil mobilizar as crianças para a aprendizagem». É a oração que realiza a ação de ser difícil. Nota que o verbo é «revela-se» (forma reflexa de «revelar»), e o sujeito é a oração infinitiva.

Erro comum: Selecionar (B) por confundir o sujeito com o complemento direto. | Não reconhecer que uma oração infinitiva pode funcionar como sujeito.

Grupo III
Questão 144 ptsDifícil (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
Texto de opinião que explicita o ponto de vista pessoal sobre o contributo das experiências pessoais e dos conhecimentos adquiridos na escola para o enriquecimento da visão do mundo
Fundamentação em dois argumentos distintos, cada um ilustrado com um exemplo significativo
Utilização de discurso valorativo (juízo de valor explícito ou implícito)
Formulação de conclusão adequada à argumentação desenvolvida
Estrutura com introdução, desenvolvimento e conclusão, devidamente proporcionadas
Utilização de mecanismos de coesão textual que asseguram a progressão e o encadeamento das ideias
Respeito pelos limites de extensão: mínimo 201 palavras, máximo 350 palavras
Explicação
Esta é a questão mais exigente da prova. Deves escrever um texto de opinião (não uma exposição) em que defendas uma perspetiva pessoal sobre como as experiências pessoais e os conhecimentos escolares contribuem para a visão do mundo. O texto deve ter: (1) uma introdução clara do teu ponto de vista; (2) dois argumentos distintos, cada um com um exemplo significativo; (3) um discurso valorativo (expressões que revelam juízo de valor); (4) uma conclusão adequada. A estrutura deve ser clara, com parágrafos bem marcados e mecanismos de coesão que ligam as ideias. Respeita rigorosamente o limite de 201 a 350 palavras – cada palavra a mais ou a menos (acima de 350 ou abaixo de 201) desconta 1 ponto, até ao máximo de 5 pontos. Se o texto tiver menos de 80 palavras, é classificado com zero.

Erro comum: Escrever um texto descritivo em vez de um texto de opinião com argumentação. | Referir apenas um argumento em vez de dois. | Não incluir exemplos significativos para cada argumento. | Ultrapassar significativamente o limite de palavras ou ficar muito aquém. | Não estruturar o texto em parágrafos ou não marcar a conclusão.

📏 Extensão: 201 a 350 palavras. 1 ponto por palavra a mais ou a menos, até ao máximo de 5 pontos. Textos com menos de 80 palavras valem 0.
Fonte: «Num texto de opinião bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas e cinquenta palavras»

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