Correção Exame Literatura Portuguesa 11º Ano 2026

Enunciado e Critérios de Correção Exame Nacional 2026

Acede ao enunciado, aos critérios de correção e aos recursos de apoio do exame de Literatura Portuguesa (734), do 11.º ano 2026, realizado a 22 de junho de 2026. Consulta os documentos oficiais do IAVE e revê os critérios de classificação.

Aqui tens o enunciado completo deste exame, bem como os critérios de correção oficiais publicados pelo IAVE. Estes documentos são essenciais para rever respostas, compreender a pontuação atribuída em cada questão e perceber melhor como é feita a classificação da prova.

Além do enunciado e dos critérios de classificação, podes também consultar uma proposta de resolução do exame, gerada com apoio de inteligência artificial, para te ajudar a comparar as tuas respostas e a perceber melhor o raciocínio esperado em cada exercício.

Recorda-te que a resolução apresentada é orientativa e não substitui os critérios oficiais do IAVE.

1.ª Fase

Enunciado

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Critérios de Correção

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Resolução Da Vinci BETA

⚠ Atenção: Esta resolução foi gerada automaticamente por inteligência artificial e pode conter erros factuais — incluindo respostas incorretas, limites de palavras ou pontuações erradas.
Não substitui os critérios oficiais do IAVE. Verifica sempre os documentos oficiais antes de qualquer conclusão ou recurso.
GRUPO I
Questão 124 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
as formas verbais «alenta» (v. 3) e «consome» (v. 3) apresentam-se como elementos contrastantes, sugerindo a natureza contraditória do sentimento amoroso;
as expressões «Que é a vida» (v. 4) e «que a vida destrói» (v. 4) contribuem para definir o carácter paradoxal do amor;
as formas verbais «atear» (v. 5) e «apagar» (v. 6) expressam o contraste entre o início e o fim da experiência amorosa.
Explicação
A questão pede para justificar a afirmação de que a experiência amorosa é descrita com elementos contrastantes na primeira estrofe do poema de Almeida Garrett. Para isso, devem ser identificados dois pares de palavras ou expressões que evidenciem esses contrastes.

Os critérios de classificação sugerem três pares de contrastes possíveis:
1. «alenta» (v. 3) e «consome» (v. 3): Estas palavras mostram a dualidade do amor, que ao mesmo tempo anima e destrói, sugerindo a sua natureza contraditória.
2. «Que é a vida» (v. 4) e «que a vida destrói» (v. 4): Estas expressões reforçam o paradoxo do amor, que é essencial para a vida, mas também capaz de a aniquilar.
3. «atear» (v. 5) e «apagar» (v. 6): Estes verbos contrastam o início e o fim da experiência amorosa, a sua origem e o seu possível término.

Para obter a pontuação máxima, o aluno deve desenvolver adequadamente dois destes tópicos (ou outros igualmente relevantes e bem fundamentados), explicando como cada par de palavras/expressões cria um contraste e o que esse contraste sugere sobre a experiência amorosa.

Erro comum: Identificar apenas um par de contrastes ou não desenvolver a justificação de forma clara. | Não relacionar os contrastes com a experiência amorosa, limitando-se a transcrever as palavras. | Escolher palavras ou expressões que não formam um contraste evidente ou que não são relevantes para a afirmação.

Questão 224 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
a expressão «A outra vida» (v. 8) é associada a «um sonho» (v. 9), contrapondo o passado evocado pelo sujeito poético à realidade vivida no presente;
a forma verbal «dormi» (v. 10) introduz uma associação implícita entre a expressão «A outra vida» (v. 8) e o sono, acrescentando à caracterização do passado uma sugestão de quietude, reforçada pela expressão «paz tão serena» (v. 10).
Explicação
A questão solicita a análise do valor expressivo da metáfora presente nos versos 8, 9 e 10 do poema. A metáfora central é a comparação da vida anterior do sujeito poético com um sonho ou um sono.

Os critérios de classificação indicam dois tópicos principais para a análise:
1. Associação de «A outra vida» (v. 8) a «um sonho» (v. 9): Esta associação estabelece um contraste entre o passado do sujeito poético, que era vivido como um sonho (talvez irreal ou inconsciente), e a realidade presente, marcada pela intensidade do amor. O sonho sugere uma existência menos vívida ou menos consciente antes da experiência amorosa.
2. A forma verbal «dormi» (v. 10) e a «paz tão serena» (v. 10): O ato de "dormir" reforça a ideia de quietude e serenidade do passado, em oposição ao "inferno de amar" do presente. A "paz tão serena" sublinha a ausência de paixão ou tormento que agora caracteriza a sua vida. Esta metáfora sugere que a vida antes do amor era calma, mas talvez desprovida de verdadeira intensidade ou significado, como um sono do qual o sujeito poético foi despertado pelo amor.

Para uma resposta completa, o aluno deve explicar como estes elementos contribuem para a metáfora e o que ela revela sobre a percepção do sujeito poético em relação ao seu passado e presente.

Erro comum: Não identificar a metáfora ou interpretá-la de forma literal. | Não explicar o contraste entre o passado (sonho/sono) e o presente (amor intenso). | Limitar-se a parafrasear os versos sem analisar o seu valor expressivo.

Questão 324 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
a expressão «seus olhos ardentes» (v. 16) e o pronome «ela» (v. 17) permitem responder à pergunta formulada no verso 2 («Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?»), relativa à entidade a quem o sujeito poético atribui a origem da experiência amorosa descrita no poema;
nos versos 13 a 16, o sujeito poético evoca as circunstâncias de um encontro memorável («E os meus olhos, que vagos giravam, / Em seus olhos ardentes os pus.» – vv. 15-16), sugerindo, assim, a resposta à pergunta formulada no verso 5 («Como é que se veio a atear»).
Explicação
A questão solicita que se explicite como os versos 13 a 17 do poema de Almeida Garrett sugerem respostas a duas das perguntas formuladas na primeira estrofe. As perguntas da primeira estrofe são:
  • «Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi?» (v. 2)
  • «Como é que se veio a atear» (v. 5)
  • «Quando – ai quando se há de ela apagar?» (v. 6)

Os critérios de classificação focam-se nas duas primeiras perguntas:
1. Resposta à pergunta «Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi?» (v. 2): Os versos 16-17, com a expressão «seus olhos ardentes» e o pronome «ela», sugerem que a origem do amor (o "inferno de amar") é uma figura feminina, cujo olhar foi o catalisador. O sujeito poético atribui a essa "ela" a responsabilidade pelo sentimento que o consome.
2. Resposta à pergunta «Como é que se veio a atear» (v. 5): Os versos 13-16 descrevem o momento do encontro e a troca de olhares: «Só me lembra que um dia formoso / Eu passei… dava o sol tanta luz! / E os meus olhos, que vagos giravam, / Em seus olhos ardentes os pus.» Este encontro, marcado pela intensidade do olhar, é o evento que "ateou" a chama do amor.

Para uma resposta completa, o aluno deve identificar claramente as duas perguntas da primeira estrofe que são respondidas e, para cada uma, citar ou referir os versos 13-17 que fornecem a sugestão da resposta, explicando a relação entre eles.

Erro comum: Não identificar corretamente as perguntas da primeira estrofe. | Não relacionar de forma explícita os versos 13-17 com as perguntas. | Apresentar apenas uma das respostas sugeridas ou não desenvolver a explicação de cada uma.

Questão 424 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
a forma verbal «viver» (v. 18) retoma o sentido da primeira ocorrência da palavra «vida» (v. 4) e as imagens que a caracterizam («Este inferno de amar» – v. 1; «Esta chama» – v. 3);
no contexto em que ocorre («Mas nessa hora a viver comecei...» – v. 18), a forma verbal «viver» (v. 18) assinala o início da experiência amorosa, que desperta o sujeito poético para uma nova «vida» (v. 4).
Explicação
A questão pede para explicar a relação entre a forma verbal «viver» no verso 18 e a primeira ocorrência da palavra «vida» no verso 4. Esta relação é crucial para compreender a transformação na existência do sujeito poético.

Os critérios de classificação apontam para dois tópicos principais:
1. Retoma do sentido e das imagens: A forma verbal «viver» (v. 18) não se refere a uma vida comum, mas sim à "vida" tal como é caracterizada na primeira estrofe: um "inferno de amar" (v. 1) e uma "chama que alenta e consome" (v. 3). Ou seja, o "viver" que se inicia no verso 18 é o viver apaixonado, intenso e paradoxal que o amor trouxe.
2. Início de uma nova experiência: A frase «Mas nessa hora a viver comecei...» (v. 18) marca um ponto de viragem. O sujeito poético sugere que a sua verdadeira existência, plena e consciente, só começou com a experiência amorosa. Antes, a sua vida era um "sonho" ou um "sono" (versos 9-10). Assim, o "viver" do verso 18 é o despertar para essa nova "vida" (v. 4), que é o amor em toda a sua complexidade.

Para uma resposta completa, o aluno deve articular como o "começar a viver" está intrinsecamente ligado à natureza do amor descrita anteriormente, e como este amor representa o verdadeiro início da sua existência consciente e intensa.

Erro comum: Interpretar "viver" (v. 18) como um simples ato de existir, sem o relacionar com a intensidade e o paradoxo do amor descrito nos versos iniciais. | Não perceber que o "começar a viver" implica uma transformação ou um despertar do sujeito poético. | Não fazer a conexão explícita entre a "vida" do verso 4 e o "viver" do verso 18, tratando-os como conceitos separados.

GRUPO II
Questão 124 ptsFácil (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
encontrando-se o rapaz no cimo de uma árvore («coroa quase inacessível da árvore» – l. 1), Natália teme que ele caia (avisando-o do perigo que pode decorrer da sua falta de cuidado);
apercebendo-se da distração do rapaz, que parece esquecer-se da situação em que se encontra («No enlevo em que ficara, o desgraçado até se esqueceu do sítio onde estava.» – l. 10), Natália alerta-o para a necessidade de se acautelar («Cautela!» – l. 8).
Explicação
A questão pede para indicar duas razões que justificam o grito da personagem feminina (Natália) nas linhas 6 a 10 do excerto de "Destinos".

Os critérios de classificação fornecem duas razões principais:
1. Medo da queda do rapaz: O rapaz está no cimo de uma árvore ("coroa quase inacessível da árvore" – l. 1) para apanhar cerejas. Natália teme que ele caia devido à altura e à dificuldade do local, o que a leva a gritar para o alertar do perigo.
2. Distração do rapaz: O rapaz está tão "fascinado" (l. 6) e "enlevo" (l. 10) por Natália que se esquece da sua situação perigosa na árvore. O grito de Natália serve para o trazer de volta à realidade e para que ele tome "Cautela!" (l. 8), evitando um acidente.

Para uma resposta completa, o aluno deve apresentar estas duas razões, fundamentando-as com referências diretas ao texto (citações ou alusões) e explicando como cada uma delas contribui para o grito de aviso de Natália.

Erro comum: Não identificar as duas razões distintas, focando-se apenas numa. | Não fundamentar as razões com elementos do texto (linhas 6 a 10). | Interpretar o grito como uma expressão de admiração ou outra emoção, em vez de um aviso de perigo.

Questão 224 ptsModerado (est. IA)
Resposta esperada
(a) ? (2); (b) ? (3); (c) ? (3); (d) ? (1)
Explicação
Esta questão de seleção múltipla pede para completar um texto identificando recursos expressivos e as citações que os exemplificam no excerto do conto "Destinos".

Vamos analisar cada alínea:
  • (a) Metonímia para evocar o início da relação: A metonímia é uma figura de linguagem que consiste em usar o nome de uma parte para representar o todo, ou uma causa pelo efeito, etc. A opção correta é (2) «a velha cerdeira bical que lhes aproximara os corações» (linha 17). A cerdeira (o local e o contexto da colheita das cerejas) é usada para representar o evento que aproximou o casal, ou seja, o início do namoro.
  • (b) Dupla adjetivação para caracterizar a personagem masculina: A dupla adjetivação consiste no uso de dois adjetivos para qualificar um substantivo. A opção correta é (3) «atarantado e reticente» (linha 21). Estes dois adjetivos descrevem o estado de confusão e hesitação do rapaz.
  • (c) Comparação: A comparação estabelece uma relação de semelhança entre dois elementos, geralmente usando conectivos como "como". A opção correta é (3) «como um cabrito» (linha 30). Esta comparação descreve a forma como o rapaz se "abria" num contentamento, tonto e novo, tal como um cabrito.
  • (d) Hipérbole para enfatizar uma característica de Teodósia: A hipérbole é o exagero intencional de uma ideia para enfatizar. A opção correta é (1) «não via outra coisa na vida senão a felicidade do filho» (linhas 22 e 23). Esta expressão exagera o foco de Teodósia na felicidade do filho, mostrando a intensidade do seu amor maternal.

Para responder corretamente, o aluno deve ter um bom conhecimento dos recursos expressivos e ser capaz de os identificar no contexto do texto.

Erro comum: Confundir os diferentes recursos expressivos (metonímia, dupla adjetivação, comparação, hipérbole). | Selecionar citações que não correspondem ao recurso expressivo indicado ou ao contexto da frase. | Não analisar o significado das citações no contexto do conto.

Questão 324 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
a expressão «Infelizmente, a vida não podia parar» (l. 38) sugere que a incapacidade de tomar decisões («lírica indecisão» – l. 38) virá a ter consequências negativas para a personagem masculina;
em «Os meses passavam, as folhas caíam» (ll. 38 e 39), o narrador faz avançar a ação (através da elipse) por um período indeterminado de tempo;
a possibilidade de ocorrerem acontecimentos que poderão alterar o rumo da ação é sugerida pela expressão «outros renovos vinham povoar a terra» (l. 39).
Explicação
A questão solicita a explicitação de dois efeitos de sentido produzidos pelo discurso do narrador nas linhas 38 e 39 do excerto, considerando o desenvolvimento da ação.

Os critérios de classificação apresentam três tópicos possíveis:
1. Consequências da indecisão: A expressão «Infelizmente, a vida não podia parar naquela lírica indecisão» (l. 38) sugere que a passividade e a incapacidade do protagonista em tomar uma atitude (a sua "lírica indecisão") terão repercussões negativas no desenrolar da história, antecipando um desfecho desfavorável para ele.
2. Avanço temporal da ação: A frase «Os meses passavam, as folhas caíam» (ll. 38-39) indica uma passagem de tempo elíptica. O narrador condensa um período de meses, mostrando que a inação do protagonista se prolonga e que a vida segue o seu curso, independentemente da sua indecisão.
3. Antecipação de novos acontecimentos: A expressão «e outros renovos vinham povoar a terra» (l. 39) sugere a chegada de novas oportunidades ou de novos elementos que poderão alterar o rumo da ação. Metaforicamente, os "renovos" podem representar novas pessoas ou novas situações que surgem, indicando que a estagnação do protagonista não pode durar para sempre e que a vida trará mudanças.

Para uma resposta completa, o aluno deve escolher dois destes tópicos (ou outros igualmente válidos) e explicá-los em relação ao desenvolvimento da ação, mostrando como o discurso do narrador cria expectativas ou revela as implicações da situação.

Erro comum: Não relacionar os efeitos de sentido com o desenvolvimento da ação, limitando-se a descrever as frases. | Não identificar a elipse temporal ou a antecipação de eventos. | Interpretar as expressões de forma literal, sem perceber o seu sentido conotativo ou a sua função narrativa.

Questão 424 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
a timidez, que condiciona o seu comportamento em diversas ocasiões e que o impede de tomar a iniciativa num momento decisivo («Bem, tu é que vês…» – l. 47);
a dificuldade de verbalizar as suas emoções, produzindo um discurso vago e reticente que contrasta com os seus sentimentos («Ele não é mau rapaz…» – l. 47).
Explicação
A questão pede para referir de que modo a fala do protagonista «? Bem, tu é que vês… Ele não é mau rapaz…» (linha 47) evidencia dois dos seus traços psicológicos.

Os critérios de classificação indicam dois traços principais:
1. Timidez: A fala revela a timidez do protagonista, que o impede de expressar os seus verdadeiros sentimentos e de tomar a iniciativa num momento crucial. Em vez de declarar o seu amor a Natália, ele desvia a responsabilidade para ela ("tu é que vês") e faz um comentário vago e pouco comprometedor sobre o rival ("Ele não é mau rapaz"). Esta atitude demonstra a sua incapacidade de agir e de se expor emocionalmente.
2. Dificuldade em verbalizar emoções: A sua fala é reticente, vaga e contrasta fortemente com a intensidade dos sentimentos que ele realmente nutre por Natália (como se percebe nas linhas 44-45, onde o narrador descreve o que ele *deveria* dizer). A incapacidade de transformar os seus sentimentos profundos em palavras concretas e assertivas é um traço marcante da sua personalidade, que o leva a perder a mulher amada.

Para uma resposta completa, o aluno deve analisar como cada parte da frase ("Bem, tu é que vês…" e "Ele não é mau rapaz…") reflete estes traços psicológicos, relacionando-os com o contexto da narrativa e o comportamento geral do protagonista.

Erro comum: Não identificar a timidez ou a dificuldade de verbalização como traços psicológicos. | Não explicar como a fala específica do protagonista evidencia esses traços. | Confundir a fala do protagonista com a do narrador ou de outras personagens.

GRUPO III
Item32 ptsDifícil (est. IA)
Tópicos esperados segundo os critérios
O texto deve analisar de que modo a vontade de concretizar um sonho ou um ideal se manifesta no comportamento de uma personagem central de uma das peças de teatro indicadas.
O aluno deve começar por indicar o nome do autor e o título da peça selecionada.
As peças de teatro elegíveis são: Gil Vicente (Lusitânia; Inês Pereira; Dom Duardos), António José da Silva (Guerras do Alecrim e Manjerona), Raul Brandão (O Doido e a Morte; O Gebo e a Sombra), José Cardoso Pires (O Render dos Heróis).
Explicação
Esta questão de resposta extensa do Grupo III exige que o aluno analise como a vontade de concretizar um sonho ou ideal se manifesta no comportamento de uma personagem central de uma peça de teatro à sua escolha, de entre as listadas.

Para responder a esta questão, o aluno deve:
1. Escolher uma peça e personagem: Selecionar uma das peças indicadas (Gil Vicente, António José da Silva, Raul Brandão ou José Cardoso Pires) e identificar uma personagem central cujo comportamento seja motivado por um sonho ou ideal.
2. Identificar o sonho/ideal: Explicitar qual é o sonho ou ideal dessa personagem (por exemplo, a busca de um casamento vantajoso para Inês Pereira, a procura de um amor idealizado em Dom Duardos, a defesa de princípios em O Render dos Heróis, etc.).
3. Analisar o comportamento: Descrever e analisar como esse sonho ou ideal se reflete nas ações, decisões, falas e atitudes da personagem ao longo da peça. Deve-se mostrar a relação de causa e efeito entre o ideal e o comportamento.
4. Fundamentar com a obra: Utilizar exemplos concretos, citações ou alusões à peça para fundamentar a análise. É crucial demonstrar um conhecimento aprofundado da obra escolhida.
5. Estrutura e linguagem: O texto deve ser bem estruturado (introdução, desenvolvimento e conclusão), coerente, com bom domínio dos mecanismos de coesão textual e um repertório lexical adequado. A correção linguística é também avaliada.
6. Limites de extensão: O texto deve ter entre 150 e 280 palavras. Desvios a estes limites implicam penalização na cotação.

Exemplo de abordagem (para Inês Pereira):
  • Sonho/Ideal: Inês Pereira sonha com um casamento que lhe traga liberdade e uma vida sem "trabalho". O seu ideal é um marido que seja "discreto" e "que saiba tanger, e bailar, e folgar".
  • Comportamento: Inicialmente, recusa o Escudeiro, que é "asno" e a quer "cerrada em casa". Casa com Pero Marques, que é "rústico" mas a deixa "folgar". Quando este morre, casa com o Escudeiro, que se revela um tirano. Após a morte do Escudeiro, casa com o Pêro Marques novamente, mas mantém um amante, o Ermitão, que a leva às costas, simbolizando a sua "liberdade" e a concretização do seu ideal de "folgar" e ser servida.

O aluno deve, portanto, escolher uma personagem e desenvolver a sua análise de forma clara e bem fundamentada, mostrando como o ideal molda o seu comportamento.

Erro comum: Não indicar o autor e o título da peça selecionada no início da resposta. | Não focar a análise no comportamento da personagem central em relação ao seu sonho/ideal, divagando sobre outros aspetos da obra. | Apresentar uma análise superficial, sem exemplos concretos ou citações da obra. | Não respeitar os limites de extensão do texto (150-280 palavras), o que leva a penalizações. | Erros de correção linguística (ortografia, sintaxe, pontuação) que afetam a clareza e a pontuação.

📏 Extensão: 150 a 280 palavras. desconta-se um ponto por cada palavra (a mais ou a menos), até ao máximo de cinco (1 × 5) pontos
Fonte: «Sempre que não sejam respeitados os limites relativos ao número de palavras indicados na instrução do item de resposta extensa, desconta-se um ponto por cada palavra (a mais ou a menos), até ao máximo de cinco (1 × 5) pontos, depois de aplicados todos os critérios definidos para o item. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex.: /dir-se-ia/). Qualquer número conta como uma única palavra, independentemente do número de algarismos que o constituam (ex.: /2026/). Nos casos em que da aplicação deste fator de desvalorização resultar uma classificação inferior a zero pontos, é atribuída à resposta a classificação de zero pontos.»

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