Acede ao enunciado, aos critérios de correção e aos recursos de apoio do exame de Filosofia (714) (714), do 11.º ano 2026, realizado a 26 de junho de 2026. Consulta os documentos oficiais do IAVE e revê os critérios de classificação.
Aqui tens o enunciado completo deste exame, bem como os critérios de correção oficiais publicados pelo IAVE. Estes documentos são essenciais para rever respostas, compreender a pontuação atribuída em cada questão e perceber melhor como é feita a classificação da prova.
Além do enunciado e dos critérios de classificação, podes também consultar uma proposta de resolução do exame, gerada com apoio de inteligência artificial, para te ajudar a comparar as tuas respostas e a perceber melhor o raciocínio esperado em cada exercício.
Disponibilizamos ainda um simulador de nota, onde podes estimar a tua classificação aproximada no exame. Esta ferramenta é especialmente útil para perceberes o teu desempenho, avaliares o possível impacto na tua média final e preparares, se necessário, a 2.ª fase.
O enunciado, os critérios de correção e a resolução do exame são também recursos valiosos para quem está a estudar e a preparar testes ou exames futuros. Ajudam-te a conhecer o formato da prova, o nível de dificuldade esperado e os aspetos mais valorizados na avaliação.
Recorda-te que a resolução apresentada é orientativa e não substitui os critérios oficiais do IAVE. A nota calculada pelo simulador é apenas uma estimativa, podendo variar sobretudo nas questões de resposta aberta.
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A questão aborda a necessidade do contributo dos filósofos no desenvolvimento da Inteligência Artificial. A opção correta, de acordo com os critérios, é a que se refere à questão do uso responsável da IA, um problema de natureza ética e filosófica.
⚠ Erro comum: Confundir problemas éticos e filosóficos com questões de impacto social, legal ou económico, que, embora relevantes, não são o foco direto da contribuição filosófica neste contexto.
A proposição 'Aprender é bom se, e apenas se, contribuir para o florescimento humano.' utiliza a expressão 'se, e apenas se', que é característica de uma bicondicional na lógica proposicional.
⚠ Erro comum: Confundir a bicondicional com uma condicional simples, que usa apenas 'se... então...'.
O argumento 'Perry é um ornitorrinco; ora, se é um ornitorrinco, então tem bico, mas não é uma ave; por isso, Perry não é uma ave' pode ser representado na linguagem da lógica proposicional. 'P' representa 'Perry é um ornitorrinco', 'Q' representa 'Perry tem bico', e 'R' representa 'Perry é uma ave'. A estrutura lógica é P, P ? (Q ? ¬R) ? ¬R.
⚠ Erro comum: Errar na representação dos conectivos lógicos, especialmente a conjunção ('e') e a negação ('não'), ou na identificação das premissas e da conclusão.
O argumento apresentado é indutivo, pois a conclusão ('hoje vai chover') é provável com base nas premissas ('céu nublado', 'vento forte', 'normalmente, nestas circunstâncias, acaba por chover'), mas não é uma consequência lógica necessária. Ou seja, mesmo que as premissas sejam verdadeiras, a conclusão pode ser falsa.
⚠ Erro comum: Confundir argumentos indutivos com dedutivos, assumindo que a conclusão de um argumento indutivo é uma consequência lógica necessária das premissas.
A Emília faz uma generalização a partir da sua experiência pessoal. A Beatriz recorre à autoridade do diretor da Escola Prática de Polícia. O José, ao afirmar que 'é correto afirmar que as forças policiais que atuam na estrada cumprem efetivamente o seu dever' a partir de duas premissas (o dever e a prática), está a fazer uma dedução.
⚠ Erro comum: Confundir os diferentes tipos de argumentos, especialmente a generalização com o argumento de autoridade, e a dedução com outros tipos de raciocínio.
Tanto deterministas radicais quanto libertistas concordam que, se o livre-arbítrio existe (há ações livres), então nem tudo pode estar determinado. A diferença reside em se acreditam ou não na existência do livre-arbítrio.
⚠ Erro comum: Confundir a tese comum sobre a implicação do livre-arbítrio com as posições específicas de cada corrente (determinismo radical ou libertismo) sobre a existência ou não do livre-arbítrio.
O texto afirma que 'a «consciência da liberdade» é coisa que não existe' e que 'Não temos qualquer consciência dos muitos processos musculares e neurológicos que são precisos para nos permitir rir'. Isto sugere que não temos consciência do livre-arbítrio, mas não nega explicitamente a sua existência, apenas a sua consciência.
⚠ Erro comum: Confundir a falta de consciência do livre-arbítrio com a sua inexistência, ou seja, interpretar o texto como uma defesa do determinismo radical.
Para Kant, uma ação é moralmente boa se for realizada por dever, ou seja, se a sua motivação for o respeito pela lei moral. Ser 'conforme ao dever' não é suficiente, pois pode ser motivada por inclinações ou consequências.
⚠ Erro comum: Confundir 'ação por dever' com 'ação conforme ao dever', que é uma distinção crucial na ética kantiana.
O princípio da igual liberdade de Rawls defende que o Estado deve garantir a todos os cidadãos as mesmas liberdades básicas, incluindo a liberdade religiosa, mas sem promover nenhuma religião específica, seja ela maioritária ou minoritária.
⚠ Erro comum: Confundir o respeito pela liberdade religiosa com a promoção de religiões, ou com a promoção seletiva de algumas religiões.
O texto de Rawls explica que o princípio da diferença, ao tentar aumentar o mínimo para os menos favorecidos através de impostos, pode atingir um ponto em que os impostos altos 'interferem de tal modo com a eficiência económica que as perspetivas dos menos favorecidos [...] deixam de melhorar e começam a declinar'. Isto implica que a eficiência económica é um fator a considerar para que o princípio da diferença funcione corretamente.
⚠ Erro comum: Interpretar o princípio da diferença como uma busca pela igualdade absoluta de rendimentos ou por um mínimo sempre crescente, sem considerar as limitações da eficiência económica.
A questão exige a descrição da perspetiva do ceticismo radical sobre a insatisfatoriedade das nossas crenças para serem conhecimento. A resposta deve focar-se na exigência de justificação apropriada e na alegação cética de que tal justificação é inatingível.
⚠ Erro comum: Não explicar a razão pela qual as justificações são consideradas insatisfatórias pelos céticos radicais, ou seja, não referir que todas as justificações são, elas próprias, insatisfatórias.
Esta questão exige que o aluno tome uma posição sobre a tese de Hume acerca da relação entre razão, experiência e inferências sobre questões de facto, e que a defenda com argumentos consistentes. É fundamental apresentar a posição de forma clara e desenvolver uma argumentação sólida, mobilizando conceitos e perspetivas teóricas adequadas.
⚠ Erro comum: Não apresentar uma posição clara, não argumentar de forma consistente, ou não mobilizar conceitos e teorias relevantes para a discussão da tese de Hume.
A questão exige que o aluno explique a argumentação de Kuhn sobre a incomensurabilidade dos paradigmas, focando-se na ideia de que a escolha entre eles não é baseada em provas objetivas, mas sim em fatores que levam à 'conversão'.
⚠ Erro comum: Apenas parafrasear o texto sem explicar a lógica subjacente à argumentação de Kuhn, ou não identificar os diferentes elementos (pressupostos não empíricos, problemas, regras, mundo) que não são partilhados entre paradigmas rivais.
Esta questão exige que o aluno se posicione sobre a existência de justificações objetivas na escolha de teorias científicas, contrastando as perspetivas de Popper (objetividade através da falsificabilidade) e Kuhn (subjetividade/incomensurabilidade). A argumentação deve ser clara, consistente e baseada em conceitos filosóficos da ciência.
⚠ Erro comum: Não apresentar uma posição clara, não argumentar de forma consistente, ou não mobilizar conceitos e teorias relevantes para a discussão da escolha de teorias científicas.
A questão exige a caracterização da relação entre arte e emoção estética segundo a perspetiva formalista. A resposta deve focar-se no conceito de 'forma significante' e na emoção estética como critério para a sua identificação, destacando a indissociabilidade entre ambos.
⚠ Erro comum: Não explicar o conceito de 'forma significante' ou não distinguir a emoção estética das emoções comuns, ou não explicitar a relação de indissociabilidade entre arte e emoção estética.
Esta questão exige que o aluno demonstre conhecimento sobre as teorias da arte, distinguindo as essencialistas das não essencialistas, e que argumente a favor da tese não essencialista de que 'tudo pode ser arte'. A argumentação deve ser consistente e baseada na ideia de que a arte é um conceito contextual e culturalmente determinado.
⚠ Erro comum: Não distinguir claramente as teorias essencialistas das não essencialistas, ou não desenvolver uma argumentação sólida para a tese de que 'tudo pode ser arte', limitando-se a afirmações sem justificação.
A questão exige a apresentação do argumento ontológico e a justificação da sua natureza a priori. A justificação deve focar-se no facto de o argumento derivar a existência de Deus apenas da análise do seu conceito, sem recurso à experiência.
⚠ Erro comum: Não apresentar o argumento ontológico de forma clara e completa, ou não justificar adequadamente a sua natureza a priori, confundindo-o com argumentos que dependem da experiência.
Esta questão aborda o problema da natureza dos juízos morais, exigindo que o aluno formule o problema, tome uma posição sobre a validade dos juízos morais baseada na aprovação da maioria, e a defenda com argumentos e exemplos. A resposta deve demonstrar conhecimento das diferentes teorias éticas (relativismo cultural, subjetivismo, objetivismo) e aplicá-las ao caso concreto do bem-estar animal.
⚠ Erro comum: Não formular o problema de forma clara, não apresentar uma posição inequívoca, ou não argumentar de forma consistente, falhando em mobilizar conceitos e exemplos relevantes para a discussão ética.
Introduz a pontuação obtida em cada questão. Nos itens opcionais, contam apenas os 4 melhores.
Nota estimada. Pode variar sobretudo nas questões de resposta aberta.
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