Correção Exame Filosofia (714) 11º Ano 2026

Enunciado e Critérios de Correção Exame Nacional 2026

Acede ao enunciado, aos critérios de correção e aos recursos de apoio do exame de Filosofia (714) (714), do 11.º ano 2026, realizado a 26 de junho de 2026. Consulta os documentos oficiais do IAVE e revê os critérios de classificação.

Aqui tens o enunciado completo deste exame, bem como os critérios de correção oficiais publicados pelo IAVE. Estes documentos são essenciais para rever respostas, compreender a pontuação atribuída em cada questão e perceber melhor como é feita a classificação da prova.

Além do enunciado e dos critérios de classificação, podes também consultar uma proposta de resolução do exame, gerada com apoio de inteligência artificial, para te ajudar a comparar as tuas respostas e a perceber melhor o raciocínio esperado em cada exercício.

Disponibilizamos ainda um simulador de nota, onde podes estimar a tua classificação aproximada no exame. Esta ferramenta é especialmente útil para perceberes o teu desempenho, avaliares o possível impacto na tua média final e preparares, se necessário, a 2.ª fase.

O enunciado, os critérios de correção e a resolução do exame são também recursos valiosos para quem está a estudar e a preparar testes ou exames futuros. Ajudam-te a conhecer o formato da prova, o nível de dificuldade esperado e os aspetos mais valorizados na avaliação.

Recorda-te que a resolução apresentada é orientativa e não substitui os critérios oficiais do IAVE. A nota calculada pelo simulador é apenas uma estimativa, podendo variar sobretudo nas questões de resposta aberta.

Enunciado

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Critérios de Correção

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Resolução Da Vinci BETA

⚠ Atenção: Esta resolução foi gerada automaticamente por inteligência artificial e pode conter erros factuais — incluindo respostas incorretas, limites de palavras ou pontuações erradas.
Não substitui os critérios oficiais do IAVE. Verifica sempre os documentos oficiais antes de qualquer conclusão ou recurso.
📄 Esta correção segue o enunciado da Versão 2 e os critérios oficiais.
⚠ Se tens a outra versão, a ordem das perguntas ou das opções pode ser diferente. Confirma a correspondência com o teu enunciado antes de usar.
Questão 111 ptsFácil (est. IA)
Resposta correta
C
Explicação

A questão aborda a necessidade do contributo dos filósofos no desenvolvimento da Inteligência Artificial. A opção correta, de acordo com os critérios, é a que se refere à questão do uso responsável da IA, um problema de natureza ética e filosófica.

Erro comum: Confundir problemas éticos e filosóficos com questões de impacto social, legal ou económico, que, embora relevantes, não são o foco direto da contribuição filosófica neste contexto.

Questão 211 ptsFácil (est. IA)
Resposta correta
A
Explicação

A proposição 'Aprender é bom se, e apenas se, contribuir para o florescimento humano.' utiliza a expressão 'se, e apenas se', que é característica de uma bicondicional na lógica proposicional.

Erro comum: Confundir a bicondicional com uma condicional simples, que usa apenas 'se... então...'.

Questão 311 ptsModerado (est. IA)
Resposta correta
B
Explicação

O argumento 'Perry é um ornitorrinco; ora, se é um ornitorrinco, então tem bico, mas não é uma ave; por isso, Perry não é uma ave' pode ser representado na linguagem da lógica proposicional. 'P' representa 'Perry é um ornitorrinco', 'Q' representa 'Perry tem bico', e 'R' representa 'Perry é uma ave'. A estrutura lógica é P, P ? (Q ? ¬R) ? ¬R.

Erro comum: Errar na representação dos conectivos lógicos, especialmente a conjunção ('e') e a negação ('não'), ou na identificação das premissas e da conclusão.

Questão 411 ptsModerado (est. IA)
Resposta correta
C
Explicação

O argumento apresentado é indutivo, pois a conclusão ('hoje vai chover') é provável com base nas premissas ('céu nublado', 'vento forte', 'normalmente, nestas circunstâncias, acaba por chover'), mas não é uma consequência lógica necessária. Ou seja, mesmo que as premissas sejam verdadeiras, a conclusão pode ser falsa.

Erro comum: Confundir argumentos indutivos com dedutivos, assumindo que a conclusão de um argumento indutivo é uma consequência lógica necessária das premissas.

Questão 511 ptsDifícil (est. IA)
Resposta correta
D
Explicação

A Emília faz uma generalização a partir da sua experiência pessoal. A Beatriz recorre à autoridade do diretor da Escola Prática de Polícia. O José, ao afirmar que 'é correto afirmar que as forças policiais que atuam na estrada cumprem efetivamente o seu dever' a partir de duas premissas (o dever e a prática), está a fazer uma dedução.

Erro comum: Confundir os diferentes tipos de argumentos, especialmente a generalização com o argumento de autoridade, e a dedução com outros tipos de raciocínio.

Questão 611 ptsModerado (est. IA)
Resposta correta
B
Explicação

Tanto deterministas radicais quanto libertistas concordam que, se o livre-arbítrio existe (há ações livres), então nem tudo pode estar determinado. A diferença reside em se acreditam ou não na existência do livre-arbítrio.

Erro comum: Confundir a tese comum sobre a implicação do livre-arbítrio com as posições específicas de cada corrente (determinismo radical ou libertismo) sobre a existência ou não do livre-arbítrio.

Questão 711 ptsModerado (est. IA)
Resposta correta
A
Explicação

O texto afirma que 'a «consciência da liberdade» é coisa que não existe' e que 'Não temos qualquer consciência dos muitos processos musculares e neurológicos que são precisos para nos permitir rir'. Isto sugere que não temos consciência do livre-arbítrio, mas não nega explicitamente a sua existência, apenas a sua consciência.

Erro comum: Confundir a falta de consciência do livre-arbítrio com a sua inexistência, ou seja, interpretar o texto como uma defesa do determinismo radical.

Questão 811 ptsFácil (est. IA)
Resposta correta
A
Explicação

Para Kant, uma ação é moralmente boa se for realizada por dever, ou seja, se a sua motivação for o respeito pela lei moral. Ser 'conforme ao dever' não é suficiente, pois pode ser motivada por inclinações ou consequências.

Erro comum: Confundir 'ação por dever' com 'ação conforme ao dever', que é uma distinção crucial na ética kantiana.

Questão 911 ptsFácil (est. IA)
Resposta correta
D
Explicação

O princípio da igual liberdade de Rawls defende que o Estado deve garantir a todos os cidadãos as mesmas liberdades básicas, incluindo a liberdade religiosa, mas sem promover nenhuma religião específica, seja ela maioritária ou minoritária.

Erro comum: Confundir o respeito pela liberdade religiosa com a promoção de religiões, ou com a promoção seletiva de algumas religiões.

Questão 1011 ptsModerado (est. IA)
Resposta correta
A
Explicação

O texto de Rawls explica que o princípio da diferença, ao tentar aumentar o mínimo para os menos favorecidos através de impostos, pode atingir um ponto em que os impostos altos 'interferem de tal modo com a eficiência económica que as perspetivas dos menos favorecidos [...] deixam de melhorar e começam a declinar'. Isto implica que a eficiência económica é um fator a considerar para que o princípio da diferença funcione corretamente.

Erro comum: Interpretar o princípio da diferença como uma busca pela igualdade absoluta de rendimentos ou por um mínimo sempre crescente, sem considerar as limitações da eficiência económica.

Questão 1114 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados
De acordo com o ceticismo radical, as nossas crenças, para serem conhecimento, devem ser verdadeiras e apropriadamente justificadas. O problema é que, para os céticos radicais, todas as justificações possíveis para as nossas crenças são, em última análise, insatisfatórias e não apropriadas. Consequentemente, nenhuma das nossas crenças consegue satisfazer os requisitos para ser considerada conhecimento.
Explicação

A questão exige a descrição da perspetiva do ceticismo radical sobre a insatisfatoriedade das nossas crenças para serem conhecimento. A resposta deve focar-se na exigência de justificação apropriada e na alegação cética de que tal justificação é inatingível.

Erro comum: Não explicar a razão pela qual as justificações são consideradas insatisfatórias pelos céticos radicais, ou seja, não referir que todas as justificações são, elas próprias, insatisfatórias.

Questão 1214 ptsDifícil (est. IA)
Critérios de avaliação
A resposta deve apresentar inequivocamente a posição do aluno (concordando ou discordando de Hume) e argumentar a favor dessa posição. Os cenários de resposta incluem:

**Concordar com Hume:**
* O contrário de uma verdade de facto é concebível (ex: fósforo não acender, gelo não derreter).
* Apenas a experiência leva a esperar certos resultados (ex: fósforo acender).
* Sem experiência, a análise de ideias ou raciocínios a priori não revela o comportamento futuro de objetos desconhecidos.

**Discordar de Hume:**
* Algumas proposições sobre existências reais podem ser descobertas apenas por raciocínios a priori.
* Exemplo: a inferência da existência de um ser perfeito a partir da ideia de perfeição (argumento ontológico, embora não seja necessário nomeá-lo explicitamente).

**Parâmetros de Avaliação:**
* **A – Argumentação a favor de uma posição pessoal (8 pontos):** Clareza e correção dos argumentos, razões ou exemplos persuasivos, e articulação adequada.
* **B – Adequação conceptual e teórica (4 pontos):** Aplicação correta de conceitos e mobilização precisa de perspetivas teóricas.
* **C – Comunicação (2 pontos):** Discurso estruturado e fluente, escrita globalmente correta.
Explicação

Esta questão exige que o aluno tome uma posição sobre a tese de Hume acerca da relação entre razão, experiência e inferências sobre questões de facto, e que a defenda com argumentos consistentes. É fundamental apresentar a posição de forma clara e desenvolver uma argumentação sólida, mobilizando conceitos e perspetivas teóricas adequadas.

Erro comum: Não apresentar uma posição clara, não argumentar de forma consistente, ou não mobilizar conceitos e teorias relevantes para a discussão da tese de Hume.

Questão 1314 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados
Kuhn defende que a competição entre paradigmas não pode ser decidida por provas porque:
* Não existe um processo rotineiro ou objetivo (como contar problemas resolvidos) para decidir qual paradigma é melhor.
* Os proponentes de paradigmas rivais não partilham todos os pressupostos não empíricos (teóricos) necessários para defender as suas posições.
* Não partilham o mesmo conjunto de problemas científicos, o mesmo 'mundo' em que esses problemas ocorrem, nem um conjunto de regras para adotar soluções.
* Devido a estes pressupostos teóricos não partilhados, os proponentes de um paradigma não podem esperar ter provas a seu favor, mas apenas 'converter' os rivais.
Explicação

A questão exige que o aluno explique a argumentação de Kuhn sobre a incomensurabilidade dos paradigmas, focando-se na ideia de que a escolha entre eles não é baseada em provas objetivas, mas sim em fatores que levam à 'conversão'.

Erro comum: Apenas parafrasear o texto sem explicar a lógica subjacente à argumentação de Kuhn, ou não identificar os diferentes elementos (pressupostos não empíricos, problemas, regras, mundo) que não são partilhados entre paradigmas rivais.

Questão 1414 ptsDifícil (est. IA)
Critérios de avaliação
A resposta deve apresentar inequivocamente a posição do aluno (se há ou não justificações objetivas para a escolha de teorias) e argumentar a favor dessa posição, considerando os cenários:

**Defender que há justificações objetivas (perspetiva popperiana):**
* As teorias são submetidas a testes experimentais rigorosos e independentes, concebidos para as falsificar.
* Uma teoria pode resistir a essas tentativas de falsificação, enquanto outra não.
* Os resultados desses testes fornecem uma justificação objetiva para escolher a teoria corroborada e rejeitar a falsificada.

**Defender que não há justificações objetivas (perspetiva kuhniana ou similar):**
* Existem critérios partilhados (simplicidade, consistência, exatidão), mas estes não determinam inequivocamente a escolha.
* Cientistas diferentes interpretam e aplicam os critérios de modos distintos, e atribuem-lhes valores diferentes.
* A aplicação destes critérios não resulta numa justificação objetiva, e a adesão da comunidade científica não é decidida por provas.

**Parâmetros de Avaliação:**
* **A – Argumentação a favor de uma posição pessoal (8 pontos):** Clareza e correção dos argumentos, razões ou exemplos persuasivos, e articulação adequada.
* **B – Adequação conceptual e teórica (4 pontos):** Aplicação correta de conceitos e mobilização precisa de perspetivas teóricas.
* **C – Comunicação (2 pontos):** Discurso estruturado e fluente, escrita globalmente correta.
Explicação

Esta questão exige que o aluno se posicione sobre a existência de justificações objetivas na escolha de teorias científicas, contrastando as perspetivas de Popper (objetividade através da falsificabilidade) e Kuhn (subjetividade/incomensurabilidade). A argumentação deve ser clara, consistente e baseada em conceitos filosóficos da ciência.

Erro comum: Não apresentar uma posição clara, não argumentar de forma consistente, ou não mobilizar conceitos e teorias relevantes para a discussão da escolha de teorias científicas.

Questão 1514 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados
De acordo com a perspetiva formalista, a relação entre arte e emoção estética é caracterizada da seguinte forma:
* Um objeto é considerado arte se, e somente se, possuir 'forma significante' (ou seja, exibir certos padrões visuais ou sonoros, por exemplo).
* A 'forma significante' é identificada pela capacidade de despertar uma 'emoção estética' especial (sui generis) em pessoas com sensibilidade estética.
* Esta emoção estética distingue-se das emoções comuns (como alegria, melancolia) por ser exclusiva da experiência com obras de arte.
* Arte e emoção estética são indissociáveis: sem forma significante não há emoção estética, e a emoção estética é o critério para reconhecer a forma significante e, consequentemente, a arte.
Explicação

A questão exige a caracterização da relação entre arte e emoção estética segundo a perspetiva formalista. A resposta deve focar-se no conceito de 'forma significante' e na emoção estética como critério para a sua identificação, destacando a indissociabilidade entre ambos.

Erro comum: Não explicar o conceito de 'forma significante' ou não distinguir a emoção estética das emoções comuns, ou não explicitar a relação de indissociabilidade entre arte e emoção estética.

Questão 1614 ptsDifícil (est. IA)
Critérios de avaliação
A resposta deve começar por distinguir as teorias essencialistas da arte das teorias não essencialistas, e depois argumentar a favor da ideia de que 'tudo pode ser arte', com base nos seguintes pontos:

**Distinção:**
* **Teorias essencialistas:** Defendem que a arte possui propriedades intrínsecas e essenciais que a definem (há uma essência da arte).
* **Teorias não essencialistas:** Defendem que ser arte depende dos contextos culturais e sociais, não havendo propriedades intrínsecas que definam a arte (não há uma essência da arte).

**Argumentação a favor de 'tudo pode ser arte' (perspetiva não essencialista):**
* O conceito de arte é culturalmente construído e dinâmico, variando com motivações, interesses e propósitos humanos.
* A arte adquire significados diferentes em culturas, épocas, lugares e pessoas diferentes.
* Não há critérios fixos ou invariáveis (propriedades intrínsecas) para definir o que é arte.
* O que é considerado arte num contexto (ex: um monte de tijolos num museu) pode não ser noutro (tijolos numa construção).
* Assim, qualquer coisa pode ser arte, dependendo do contexto em que lhe é atribuído esse estatuto.

**Parâmetros de Avaliação:**
* **A – Argumentação (5 pontos):** Clareza e correção dos argumentos, razões ou exemplos persuasivos, e articulação adequada.
* **B – Adequação conceptual e teórica (7 pontos):** Distinção completa e precisa entre teorias essencialistas e não essencialistas; aplicação correta de conceitos e mobilização precisa de perspetivas teóricas.
* **C – Comunicação (2 pontos):** Discurso estruturado e fluente, escrita globalmente correta.
Explicação

Esta questão exige que o aluno demonstre conhecimento sobre as teorias da arte, distinguindo as essencialistas das não essencialistas, e que argumente a favor da tese não essencialista de que 'tudo pode ser arte'. A argumentação deve ser consistente e baseada na ideia de que a arte é um conceito contextual e culturalmente determinado.

Erro comum: Não distinguir claramente as teorias essencialistas das não essencialistas, ou não desenvolver uma argumentação sólida para a tese de que 'tudo pode ser arte', limitando-se a afirmações sem justificação.

Questão 1714 ptsModerado (est. IA)
Tópicos esperados
Para mostrar que o argumento ontológico é a priori, deve-se primeiro apresentá-lo:

**Argumento Ontológico (versão de Anselmo):**
* Deus é o ser maior do que o qual nada pode ser pensado.
* Se tal ser existisse apenas no pensamento, e não na realidade, não seria o ser maior do que o qual nada pode ser pensado (pois existir na realidade é maior do que existir apenas no pensamento).
* Logo, Deus existe também na realidade.

**Argumento Ontológico (versão de Descartes):**
* A ideia de Deus é a de um ser maximamente perfeito.
* A existência é uma perfeição (ou a não existência é uma imperfeição).
* Logo, Deus, sendo maximamente perfeito, não pode não existir.

**Justificação da afirmação (a priori):**
* O argumento ontológico procura demonstrar a existência de Deus unicamente a partir da análise do conceito de Deus.
* Nenhuma das premissas do argumento se baseia em observações empíricas ou na experiência.
Explicação

A questão exige a apresentação do argumento ontológico e a justificação da sua natureza a priori. A justificação deve focar-se no facto de o argumento derivar a existência de Deus apenas da análise do seu conceito, sem recurso à experiência.

Erro comum: Não apresentar o argumento ontológico de forma clara e completa, ou não justificar adequadamente a sua natureza a priori, confundindo-o com argumentos que dependem da experiência.

Questão 1814 ptsDifícil (est. IA)
Critérios de avaliação
A resposta deve:

**1. Formular o problema da natureza dos juízos morais:**
* Serão os juízos morais expressões da sensibilidade pessoal, dos padrões culturais da sociedade, ou suscetíveis de justificação objetiva?
* Ou: De que depende a correção dos juízos morais? Da concordância com a sensibilidade pessoal, com os padrões culturais da sociedade, ou com os factos morais relevantes?

**2. Apresentar inequivocamente a posição defendida** (se a aprovação da maioria dos europeus torna ou não corretos os juízos morais sobre o tratamento dos animais).

**3. Argumentar a favor da posição defendida, recorrendo a, pelo menos, um exemplo:**

**Cenário 1: Defender que a aprovação da maioria dos europeus TORNA corretos os juízos morais (perspetiva relativista cultural/subjetivista):**
* Juízos morais não dependem de factos objetivos, mas de acordos sociais e padrões culturais.
* A mudança de circunstâncias (desenvolvimento industrial, técnico, económico) levou à alteração das relações com os animais na Europa.
* Considerar que animais têm interesses/direitos é parte do padrão cultural europeu atual, resultante dessas alterações.

**Cenário 2: Defender que a aprovação da maioria dos europeus NÃO TORNA corretos os juízos morais (perspetiva objetivista/cognitivista ou subjetivista/emotivista):**
* **Perspetiva Objetivista/Cognitivista:** A verdade dos juízos morais depende de informação relevante (empírica e conceptual), não apenas da opinião cultural. A evolução do conhecimento (capacidade de sofrer dos animais) leva à substituição de juízos morais falsos por verdadeiros. A consideração pelos animais resulta de mais informação e debate racional.
* **Perspetiva Subjetivista/Emotivista:** Juízos morais são expressão de preferências pessoais (sensibilidade individual), não apreciações objetivas de factos. A sensibilidade pode ser semelhante entre pessoas, mas não há determinação social/cultural absoluta. A sensibilidade moral pode ser moldada pela experiência, mas as preferências são individuais.

**Parâmetros de Avaliação:**
* **A – Problematização (2 pontos):** Formulação adequada do problema filosófico.
* **B – Argumentação a favor de uma posição pessoal (6 pontos):** Clareza e correção dos argumentos, razões ou exemplos persuasivos, e articulação adequada.
* **C – Adequação conceptual e teórica (4 pontos):** Aplicação correta de conceitos e mobilização precisa de perspetivas teóricas.
* **D – Comunicação (2 pontos):** Discurso estruturado e fluente, escrita globalmente correta.
Explicação

Esta questão aborda o problema da natureza dos juízos morais, exigindo que o aluno formule o problema, tome uma posição sobre a validade dos juízos morais baseada na aprovação da maioria, e a defenda com argumentos e exemplos. A resposta deve demonstrar conhecimento das diferentes teorias éticas (relativismo cultural, subjetivismo, objetivismo) e aplicá-las ao caso concreto do bem-estar animal.

Erro comum: Não formular o problema de forma clara, não apresentar uma posição inequívoca, ou não argumentar de forma consistente, falhando em mobilizar conceitos e exemplos relevantes para a discussão ética.

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